Estudo revela: 75% dos trabalhadores com asma não rendem o esperado!

Uma nova pesquisa multinacional revelou que os trabalhadores com asma estão perdendo quase um décimo das horas de trabalho devido a seus sintomas, o que também resulta em perda de produtividade e afeta seu bem-estar emocional.

A Organização Mundial de Saúde estima que 235 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de asma. Mas pouco se sabe sobre o impacto da asma na capacidade de trabalho das pessoas sintomáticas.

Pesquisa multinacional sobre asma

Esta nova pesquisa, avaliou mais de 1.500 pacientes com asma sintomática em seis países e descobriu que, em média, três de cada quatro trabalhadores não conseguem trabalhar em seu pleno potencial. Além disso, a pesquisa indicou que a doença afetou o bem-estar emocional do respondente, incluindo tensão mental e constrangimento.

Uma equipe de pesquisa, liderada pelo Dr. Kevin Gruffydd-Jones da Box Surgery, Wiltshire, Reino Unido, convidou uma seleção aleatória de participantes do Brasil, Canadá, Alemanha, Japão, Espanha e Reino Unido para participar de um estudo online sobre produtividade e redução de atividades – Pesquisa de problema de saúde específico desenvolvida pela Research Now (Londres, Reino Unido).

A pesquisa quantificou o impacto da doença no tempo de trabalho perdido, perda de produtividade durante o trabalho e perda total de produtividade no trabalho nos sete dias anteriores à pesquisa.

Além disso, o questionário fez a pergunta aberta: “Como a sua asma no trabalho faz você se sentir?” para julgar o impacto dos sintomas de doença no seu bem-estar emocional no trabalho.

Os entrevistados foram selecionados para participar da pesquisa se tivessem mais de 18 anos de idade, diagnosticados com asma por um profissional de saúde, atualmente empregado em período integral ou parcial e um usuário de longo prazo de um inalador controlador ou medicação preventiva.

Um total de 1.598 pacientes sintomáticos completaram a pesquisa de 5 minutos entre abril e setembro de 2015.

Os resultados do estudo descobriram que, em média, até um décimo (9,3%) das horas de trabalho foram perdidas em uma única semana por causa dos sintomas de asma dos trabalhadores.

Esta média foi de 5,4 horas de trabalho perdidas para funcionários em tempo integral e parcial. Além disso, aproximadamente três em cada quatro (75%) trabalhadores declararam não conseguir trabalhar todo o seu potencial devido à sua asma, com 42% dos trabalhadores experimentando uma redução “proeminente” da produtividade. Os trabalhadores relataram comumente sentirem-se desafiados pelos sintomas respiratórios, assim como cansaço / fraqueza, tensão mental e deficiências físicas.

No geral, a produtividade total do trabalho caiu em um terço (36%) devido à asma.

“Mas o que mais nos impressionou foi a resposta emocional à asma no local de trabalho, um número significativo de pacientes sentiu culpa, vergonha e constrangimento ao usar inaladores no trabalho”, explica o Dr. Gruffydd-Jones.

Os entrevistados também relataram sentir-se inferiores e desfavorecidos em comparação com seus colegas não sintomáticos, e mais de dois terços dos entrevistados achavam que a asma impactava negativamente suas atividades de trabalho.

Apesar de capturar dados de apenas uma semana de um ano de trabalho, sem comparação com pacientes assintomáticos ou pessoas sem asma, este estudo destaca a questão global da asma no local de trabalho, seu impacto na produtividade e os desafios pessoais que causam aos trabalhadores.

“A solução requer uma abordagem coordenada por médicos, empregadores e equipes de saúde ocupacional. Os médicos devem perguntar aos pacientes sobre o impacto da doença em seu trabalho e os empregadores devem encorajar seus funcionários a procurar ajuda médica e fornecer um ambiente” amigável para asma. Isso requer não apenas o fornecimento de controles ambientais apropriados, mas também um ambiente de trabalho que minimize o constrangimento, como permitir que os funcionários saiam do ambiente de trabalho imediato para usar seus inaladores”, concluiu o Dr. Gruffydd-Jones.

Os dados completos da pequisa foram publicados no Journal of Asthma and Allergy,

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