Cientistas Encontram ligação entre Depressão e Doenças Cardíacas!

Os pesquisadores reconheceram a ligação entre depressão e doenças cardíacas. No entanto, até recentemente, os mecanismos que explicavam isso permaneciam um mistério. Um novo estudo revela que a inflamação induzida por estresse pode explicar por que a saúde mental e cardiovascular está tão intimamente relacionada.

As doenças cardíacas são agora a principal causa de morte no mundo, a depressão, por sua vez, é a ” principal causa de incapacidade em todo o mundo”, bem como uma das condições mais comuns de saúde mental em todas as regiões do mundo.

Estudos existentes mostraram que as pessoas com doença cardiovascular têm maior probabilidade de ter depressão, e pessoas com depressão, têm um risco maior de desenvolver doença cardiovascular. Além disso, aqueles com depressão e doenças cardíacas são mais propensos a morrer do último, do que aqueles que só têm doenças cardíacas. Essa relação também é proporcional, o que significa que quanto mais grave a depressão, maior a probabilidade de uma pessoa desenvolver doença cardíaca ou morrer por ela.

Ligação entre Depressão e Doenças cardíacas

Os Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, decidiram investigar. A equipe examinou dados de quase 370 mil pessoas com idades entre 40 e 69 anos. Os dados estavam prontamente disponíveis no banco de dados do Reino Unido (Biobank).

Eles primeiro, queriam ver se ter um histórico familiar de doença cardíaca coronariana também aumentava o risco de depressão maior, e descobriram que sim. Na verdade, as pessoas que perderam pelo menos um dos pais devido a doença cardíaca, tiveram um risco 20% maior de depressão.

Doenças Cardíacas - Depressão

Em seguida, os cientistas se perguntaram se os genes determinaram esse elo. Eles calcularam o escore de risco genético para doença coronariana, mas não encontraram nenhuma conexão entre a predisposição genética para desenvolver doenças cardíacas e o risco de depressão.

Isso sugeriu aos cientistas que a depressão e as doenças cardíacas não compartilham uma predisposição genética comum. Em vez disso, eles se perguntaram se havia algum fator ambiental que pudesse aumentar o risco de desenvolver ambas as condições. Para descobrir, eles aplicaram uma ferramenta estatística chamada randomização mendeliana para examinar 15 marcadores biológicos, ou biomarcadores, que podem afetar o risco de doença cardíaca.

Sua análise revelou três biomarcadores para o risco de doença cardíaca, que também foram fatores de risco para depressão: triglicerídeos e proteínas relacionadas à inflamação IL-6 e PCR.

Os cientistas explicam que nossos corpos produzem as proteínas de inflamação IL-6 e CRP em resposta a fatores fisiológicos, como infecções e fatores de estilo de vida, como fumar, beber e sedentarismo, bem como em resposta ao estresse psicológico.

Marcadores de inflamação elevados estão frequentemente presentes na depressão resistente ao tratamento, e altos níveis de IL-6 e PCR, em particular, caracterizam frequentemente episódios depressivos agudos. Além disso, em estudos anteriores, os pesquisadores citados mostraram que pessoas com altos níveis de IL-6 e PCR são mais propensos a desenvolver depressão.

Em resumo, a identificação de variantes genéticas que regulam os fatores de risco modificáveis, “ajuda a descobrir o que realmente está gerando o risco de doenças”.

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