A infecção precoce pelo vírus da dengue pode “desarmar” o vírus zika!

O surto do vírus Zika na América Latina afetou mais de 60 milhões de pessoas até agora. Uma incidência particularmente alta dessas malformações associadas à zika existe principalmente no nordeste do Brasil. Os cientistas tentaram descobrir as razões para este grupo regional e descobriram um fator de proteção surpreendente.

O estudo sobre o Vírus Zika

Como primeiro passo para investigar as interações entre dengue e vírus Zika, os genomas de todos os vírus da dengue no Brasil foram comparados entre si. Isso foi para permitir que os pesquisadores descobrissem se, talvez, os vírus da dengue no nordeste do Brasil tenham causado imunidade diferente em comparação com a imunidade observada em outras regiões do Brasil nas últimas décadas.

Além disso, os cientistas realizaram testes sorológicos extensivos em Salvador na Bahia: Amostras de um estudo de caso-controle foram testadas para anticorpos contra quatro sorotipos de dengue diferentes. Amostras de 29 mães que haviam sido infectadas pelo Zika durante a gravidez e deram à luz crianças com microcefalia foram investigadas. Amostras de 108 mães que também haviam sido infectadas com Zika durante a gravidez, mas que deram à luz crianças saudáveis, foram usadas como controle.

Co-fator torna-se um fator de proteção

O estudo mostrou que uma imunidade existente contra o vírus da dengue reduz significativamente o risco de microcefalia associada ao Zika em recém-nascidos.

“Agora podemos dizer que as pessoas que tiveram infecções precoces com dengue não precisam se preocupar muito em contrair formas mais graves de infecção por Zika devido a isso”, explica ao 4Medic o Dr Felix Drexler, especialista em virologia do Centro Alemão em Pesquisa de Infecções pelo mundo (DZIF), que desenvolve testes diagnósticos para o Zika e outros vírus semelhantes.

Vírus Zika e Microcefalia

Esta é uma mensagem importante para mulheres grávidas. Consequentemente, não foi possível confirmar que o vírus da dengue atua como cofator para a infecção congênita pelo Zika. Os cientistas estão agora procurando mais cofatores e outras possibilidades de identificar o risco de microcefalia no início.

O Dr Felix Drexler e seu grupo de pesquisa já desenvolveram vários novos testes com o vírus Zika. O projeto de diagnóstico de Zika no Brasil foi iniciado pela sua equipe em 2016 para agir contra a ameaça de infecções emergentes. Este estudo é o primeiro para diagnosticar corretamente a doença e aprimorar os tratamentos já existentes.

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