Streptokin


Streptokin – Bula do remédio

Streptokin com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Streptokin têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Streptokin devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

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Laboratório

Cristália

Referência

Estreptoquinase Streptokin

Apresentação de Streptokin

0.250.000 UI: Cart. c/ 1 fr.-ampola
0.750.000 UI: Cart. c/ 1 fr.-ampola
1.500.000 UI: Cart. c/ 1 fr.-ampola

Contra-indicações de Streptokin

O Streptokin é contra-indicado em pacientes com hipersensi-bilidade à droga ou aos componentes da fórmula. Não deve ser administrado em situações como:
hemorragia interna ativa,
acidente cerebrovascular recente,
cirurgia intracraniana ou intra-espinhal,
neoplasma intracraniano conhecido,
hipertensão grave incontrolável,
distúrbios incontroláveis da coagulação.
O Streptokin é contra-indicado em pacientes com endocardite bacteriana subaguda e com infecção estreptocócica, pois pode resultar na formação de antiestreptoquinase que são anticorpos que causam resistência ou hipersensibilidade à droga.
Também é contra-indicado em pacientes que foram submetidos ao tratamento por mais de 12 meses com a estreptoquinase.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Streptokin

Reações Precoces:
Podem surgir reações adversas precoces tais como: febre e calafrios, cefaléia, reações gastrintestinais, exantema generalizado, dores músculo-esqueléticas e lombalgia, mas que geralmente podem ser controladas com terapia sintomática.
Caso ocorra hipotensão seu controle pode ser feito com a diminuição temporária da velocidade de infusão.
Esporadicamente foi observada a presença de taquicardia ou bradicardia. Também podem ocorrer reações alérgicas leves a moderadas tais como rubor, urticária e dispnéia.
Estas reações geralmente não requerem a descontinuação da administração da estreptoquinase por infusão. A administração da estreptoquinase concomitantemente com corticosteróides e/ou anti-histamínicos, pode controlar estas reações.
Raramente ocorrem reações anafiláticas que evoluam ao choque, mas, se ocorrerem, a infusão deve ser descontinuada e deve ser administrada imediatamente epinefrina por via intravenosa lenta.

Hemorragias:
Em locais lesionados podem ocorrer hemorragias leves, devendo ser tomadas medidas locais para controlá-las.
Há relatos de hemorragias internas graves em regiões gastrintestinais, hepáticas, genitourinárias ou retroperitoneais.
A incidência de hemorragias graves é muito variável, devido às diferentes posologias e aos diferentes intervalos de infusão.
A infusão com estreptoquinase deve ser imediatamente suspensa caso ocorra hemorragia incontrolável.
Nas sérias complicações hemorrágicas pode ser administrado um inibidor de proteinase como a aprotinina, administrando-se inicialmente 500.000 UI ou, se necessário, até uma dose de 1.000.000 UI, seguida de 500.000 UI por hora, por gotejamento intravenoso, até a parada da hemorragia. Em seguida é recomendável uma combinação com antifibrinolíticos sintéticos. Se necessário, os fatores de coagulação podem ser substituídos.

Outras Reações:
Em pacientes submetidos a terapia trombolítica, além das arritmias devidas ao infarto do miocárdio, em casos particulares podem ocorrer arritmias reperfusionais e hemorragias intramio-cárdicas.
Estudos demonstraram que a ocorrência de parada cardíaca devida à fibrilação ventricular é mais rara em pacientes com infarto do miocárdio tratados com estreptoquinase do que em pacientes tratados de maneira convencional.
Sintomas soro-alérgicos e neuro-alérgicos (polineuropatia) foram observados esporadicamente no período em que pacientes receberam a estreptoquinase. A ocorrência de edema pulmonar não cardiogênico em pacientes com infartos extensos do miocárdio, após submeterem-se ao tratamento trombolítico intracoronário, é muito rara.
Podem ocorrer elevações transitórias nos valores laboratoriais das transaminases séricas ou bilirrubina. Raros casos de embolia por colesterol foram observados em pacientes submetidos a angiografia, que receberam terapia embolítica.
Pacientes com trombose venosa profunda tratados com estreptoquinase, não têm maior risco de embolia pulmonar do que se tratados com heparina isoladamente. Mas, se durante o tratamento ocorrer embolia pulmonar aguda ou recorrente, o esquema de terapia com estreptoquinase deve ser mantido, como planejado, para lisar o coágulo.
Durante a lise local de artérias periféricas ocluídas, não pode ser excluída a ocorrência de embolização distal.

Streptokin – Posologia

Infarto Agudo do Miocárdio:
Infundir 1.500.000 UI de estreptoquinase dentro de uma hora, geralmente em 30 a 60 minutos. Com este esquema, nenhum teste de coagulação é necessário para monitorar a terapia com estreptoquinase. O tratamento deve ter início tão logo seja possível, após o surgimento dos sintomas. Houve redução significativa da mortalidade com a administração de estreptoquinase até 24 horas após o surgimento dos sintomas. Portanto, iniciando-se o tratamento o quanto antes, maior será o benefício clínico em termos de redução da mortalidade. Se não for contra-indicado, é recomendável o uso concomitante de ácido acetilsalicílico na dose de 160 mg por via oral por dia, começando antes da infusão de estreptoquinase e continuando por um mês depois. Com este esquema, o ácido acetilsalicílico mostrou favorecer a redução da mortalidade, assim como de reinfarto sem risco aumentado de reações adversas graves. A administração de agentes anticoagulantes imediatamente após a administração de estreptoquinase parece aumentar o risco de hemorragias sérias.
Para administração intracoronária, uma dose inicial de 20.000 UI de estreptoquinase é dada como uma dose maciça, seguida de uma infusão durante 30 a 90 minutos com 2.000 a 4.000 UI/minuto. Pode ocorrer efeitos sistêmicos com a administração intracoronária.

Trombose Venosa Profunda, Embolia Pulmonar e Outras Indicações:
O tratamento com estreptoquinase deve ser iniciado tão logo seja possível, após o surgimento do evento trombótico. É improvável que a terapia seja benéfica se instituída mais de 14 dias após surgimento da trombose venosa profunda; 6 a 8 horas após o surgimento da oclusão arterial central de retina; 10 dias após surgimento da trombose venosa central de retina; 6 semanas em oclusões arteriais crônicas.

Trombólise a Longo Prazo:
Em trombólise a longo prazo, administrar uma dose inicial de 250.000 UI de estreptoquinase por infusão intravenosa durante um período de 30 minutos, seguida de dose de manutenção de 1.500.000 UI por hora, durante 6 horas. Se a trombólise não for completamente bem sucedida, o esquema de infusão de estreptoquinase de 6 horas pode ser repetido no dia seguinte. Entretanto, a repetição do tratamento não deve ser conduzida por mais de 5 dias após a primeira aplicação. A heparina não deve ser (re) instituída durante ou após infusão de altas doses de estreptoquinase a curto prazo, até que o tempo de trombina ou o tempo de tromboplastina parcial ativada tenha atingido menos de 2 ou 1,5 vezes o valor de controle normal, respectivamente.

Trombólise Local:
Para aplicação intra-arterial de estreptoquinase, pacientes com trombose aguda, subaguda ou crônica ou embolia das artérias periféricas devem receber doses maciças de 1.000 a 2.000 UI de estreptoquinase, em intervalos de 3 a 5 minutos. A duração do tratamento depende do sucesso terapêutico. A dose total não deve exceder 120.000 UI de estreptoquinase. Cada aplicação da terapia de estreptoquinase local deve ser seguida de tratamento com heparina como uma proteção contra retrombose. A dose de heparina é regulada individualmente de acordo com a recomendação do fabricante. Recomenda-se profilaxia a longo prazo contra a retrombose.

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