Ciclofosfamida


Ciclofosfamida – Bula do remédio

Ciclofosfamida com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Ciclofosfamida têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Ciclofosfamida devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

A 4Medic não vende nenhum tipo de medicamento

Referência

Genuxal (Baxter)

Apresentação de Ciclofosfamida

Drágeas:
cartucho com 50 drágeas
Pó extemporâneo injetável:
200 mg: cartucho com 10 frascos-ampola
1000 mg: cartucho com 10 frascos-ampola
Cada drágea contém:
53,5 mg de Ciclofosfamida monoidratada correspondente a 50 mg de Ciclofosfamida
anidra
Excipientes: carbonato de cálcio, fosfato de cálcio dibásico, dióxido de titânio, silicato
de magnésio, estearato de magnésio, lactose, amido, dióxido de silício, gelatina,
polimetacrílicocopoliacrilato de etila e sacarose.
Cada frasco-ampola de 200 mg contém:
Ciclofosfamida…. 200 mg
Cada frasco-ampola de 1000 mg contém:
Ciclofosfamida … 1000 mg

Ciclofosfamida – Indicações

O uso correto da Ciclofosfamida requer diagnóstico preciso, avaliação cuidadosa da
extensão anatômica da doença, conhecimento do tipo e efeitos de qualquer terapia
anterior e avaliação contínua da situação geral e hematológica do paciente. É
essencial que instalações clínicas e laboratoriais adequadas estejam disponíveis para
monitorização dos pacientes durante o tratamento com Ciclofosfamida.
O curso clínico da doença deve ser registrado em termos objetivos antes do início do
tratamento. O gerenciamento cuidadoso dos pacientes recebendo Ciclofosfamida
auxiliará na obtenção de benefício máximo com risco mínimo.
1. Propriedades Antineoplásicas: Pacientes com indicação de cirurgia e/ou
irradiação não devem ser tratados apenas com quimioterapia. A classificação seguinte
é um guia para várias doenças que podem se beneficiar da quimioterapia com
Ciclofosfamida.
A. Desordens mieloproliferativas e linfoproliferativas freqüentemente sensíveis:
1. Linfomas malignos (Estágios III e IV, de acordo com o estadiamento de Peter).
2. Mieloma múltiplo.
3. Leucemias.
4. Mycosis fungoides (estado avançado).
Estágio I – Doença limitada a uma região anatômica (Estágio 11) ou duas regiões
anatômicas contíguas, do mesmo lado do diafragma (Estágio 12).
Estágio II – Doença em mais de duas regiões anatômicas ou em duas regiões
contíguas do mesmo lado do diafragma.
Estágio III – Doença em ambos os lados do diafragma, mas não além do envolvimento
dos linfonodos, baço e/ou anel de Waldeyer.
Estágio IV – Envolvimento da medula óssea, parênquima pulmonar, pleura, fígado,
ossos, pele, rins, trato gastrintestinal; ou em qualquer tecido ou órgão em adição aos
linfonodos, baço ou anel de Waldeyer.
B. Tumores malignos sólidos freqüentemente sensíveis:
1. Neuroblastoma (em pacientes com disseminação).
2. Adenocarcinoma do ovário.
3. Retinoblastoma.
C. Tumores malignos raramente sensíveis:
1. Carcinoma de mama.
2. Neoplasias malignas do pulmão.
Todos os estágios são sub-classificados em A ou B para indicar a ausência ou
presença, respectivamente, de sintomas sistêmicos.
2. Propriedades imunossupressoras: A Ciclofosfamida também tem sido usada no
tratamento de doenças autoimunes e imunopatias não-específicas (por exemplo,
granulomatose de Wegener), bem como em pacientes que apresentem síndrome
nefrótica, quando estas doenças se mostram resistentes aos tratamentos
convencionais de primeira e segunda linha, e para prevenção da rejeição de
transplantes. A Ciclofosfamida pode ser recomendada para uso no tratamento de
tumores não-malignos apenas quando os benefícios ao paciente forem superiores ao
risco do tratamento com a Ciclofosfamida.

Contra-indicações de Ciclofosfamida

A Ciclofosfamida está contra-indicada em casos de hipersensibilidade à droga e
em pacientes com severa depressão funcional da medula óssea.
A terapia com Ciclofosfamida só deve ser iniciada quatro a oito dias após
cirurgia.
O uso de Ciclofosfamida é contra-indicado durante a gravidez e lactação.
Também não deve ser utilizado em casos de varicela e Herpes zoster.

Advertências

A Ciclofosfamida deve ser administrada com cuidado a pacientes com qualquer
uma das seguintes condições:
1. Leucopenia;
2. Trombocitopenia;
3. Infiltração de células tumorais na medula óssea;
4. Radioterapia prévia;
5. Terapia prévia com outros agentes citotóxicos;
6. Insuficiência hepática;
7. Insuficiência renal.
Ação sobre o integumento: É aconselhável informar os pacientes antecipadamente
da possível ocorrência de alopecia, uma complicação freqüente na terapia com
Ciclofosfamida. O crescimento de novo cabelo pode ser esperado, embora
ocasionalmente este possa ser de cor ou textura diferentes. A pele e unhas podem
ficar mais escuras durante a terapia. Foi relatada a ocorrência de dermatite nãoespecífica
com o uso da Ciclofosfamida.
Monitorização: Exames clínicos e hematológicos semanais devem ser realizados.
Contagens de células sangüíneas totais e diferenciais e estimativa dos níveis de
hemoglobina são essenciais. Muitos pacientes desenvolvem leucopenia e neutropenia
durante o tratamento. As contagens de linfócitos e neutrófilos normalmente voltam ao
nível normal ao término da terapia.
1. Potencial mutagênico: Pacientes, homens ou mulheres, em idade fértil devem ser
alertados sobre o potencial mutagênico da Ciclofosfamida. Métodos adequados de
contracepção devem ser utilizados por estes pacientes, durante o tratamento e até três
meses após seu término.
2. Potencial oncogênico e neoplasias secundárias: A Ciclofosfamida tem atividade
oncogênica em ratos e camundongos. A possibilidade desta droga apresentar
potencial oncogênico em humanos submetidos a terapia imunossupressora por longo
tempo deve ser considerada.
Desenvolveram-se neoplasias malignas secundárias em alguns pacientes tratados
com Ciclofosfamida isoladamente ou em associação com outras drogas e/ou
modalidades antineoplásicas. Estas neoplasias malignas atingem com mais freqüência
a bexiga urinária, sendo do tipo mieloproliferativas e linfoproliferativas. Neoplasias
secundárias desenvolvem-se com maior freqüência em pacientes tratados com
Ciclofosfamida portadores de doença mieloproliferativa primária na qual processos
imunes estão patologicamente envolvidos. Em alguns casos, a neoplasia secundária
foi detectada vários anos após o término da terapia com Ciclofosfamida. As neoplasias
secundárias da bexiga geralmente ocorrem em pacientes que tenham desenvolvido
cistite hemorrágica previamente (Ver Cistite hemorrágica).
Embora não tenha sido estabelecida uma relação causa-efeito entre a Ciclofosfamida e
o desenvolvimento de neoplasias malignas em humanos, a possibilidade de ocorrência
deve ser considerada com base nos dados disponíveis, na avaliação risco-benefício
para o uso da droga.
3. Pacientes adrenalectomisados: A Ciclofosfamida é mais tóxica em cães
adrenalectomisados. Assim, pode ser necessário o ajuste da dose dos esteróides de
substituição e Ciclofosfamida, para o paciente adrenalectomisado.
4. Cistite hemorrágica: Pode ocorrer cistite hemorrágica estéril com a administração
de Ciclofosfamida; esta pode ser severa e até mesmo fatal; é causada provavelmente
pelos metabólitos presentes na urina. Também foram relatadas cistite nãohemorrágica
e/ou fibrosa da bexiga resultantes da administração de Ciclofosfamida.
Células epiteliais atípicas podem ser encontradas no sedimento urinário. Ingerir
grandes quantidades de líquido e urinar freqüentemente ajudam a prevenir o
aparecimento de cistite, mas, se esta ocorrer, é necessário interromper o tratamento
com Ciclofosfamida. A hematúria normalmente regride espontaneamente dentro de
poucos dias após a interrupção da terapia com Ciclofosfamida, mas pode persistir por
vários meses. Em casos severos é necessário repor o sangue perdido. A aplicação de
eletrocauterização às áreas telangiectáticas da bexiga e desvio do fluxo urinário têm
sido métodos usados com sucesso no tratamento de casos persistentes. Criocirurgia
também tem sido usada. (Ver também o item Neoplasias secundárias).
Nefrotoxicidade, incluindo hemorragia e formação de coágulo na pelve renal, também
foi relatada.
5. Fibrose pulmonar e Pneumonia intersticial: Fibrose pulmonar intersticial foi
relatada em pacientes recebendo altas doses de Ciclofosfamida por um período
prolongado. Pode ocorrer pneumonia intersticial.
6. Infecções secundárias: Como a Ciclofosfamida pode exercer uma ação supressora
em mecanismos imunes, a interrupção ou modificação da dosagem deve ser
considerada para pacientes que desenvolvem infecções por bactérias, fungos ou vírus.
Isto é necessário especialmente para pacientes que recebem terapia esteroidal
concomitante, uma vez que as infecções são particularmente perigosas sob estas
circunstâncias.

Uso na gravidez de Ciclofosfamida

A Ciclofosfamida pode ser teratogênica ou causar reabsorção fetal. Não deve ser
usada, portanto, durante a gravidez, a não ser em casos extremos durante a
segunda metade de gestação se os benefícios potenciais superarem os
possíveis riscos.
USO NA LACTAÇÃO
A Ciclofosfamida é excretada no leite materno. A amamentação deve ser suspensa
antes de iniciar o tratamento com Ciclofosfamida.

Interações medicamentosas de Ciclofosfamida

Barbituratos: A velocidade do metabolismo e a atividade leucopênica da
Ciclofosfamida são comprovadamente aumentadas pela administração crônica
de altas doses de fenobarbital.
Alopurinol: Ocorre aumento da incidência de depressão da medula óssea.
Agentes antidiabéticos: Na administração conjunta de agentes antidiabéticos e
Ciclofosfamida ocorre potencialização do efeito hipoglicêmico.
Suxametônio: Pode ocorrer prolongamento da apnéia.
Anticoagulantes: Pode intensificar a atividade da Ciclofosfamida.
Lovastatina: Pode aumentar o risco de rabdomiólise e insuficiência renal aguda
em pacientes que sofreram transplante cardíaco.
Digoxina: Diminui os níveis plasmáticos da Ciclofosfamida.
Citarabina: Em doses elevadas acarreta aumento em cardiomiopatia com morte
subseqüente.
Cloranfenicol: Pode diminuir a biotransformação hepática a metabólitos ativos.
Imunossupressores: Podem aumentar o risco de infecção e o desenvolvimento
de neoplasia.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Ciclofosfamida

Hematopoéticas: Leucopenia é um efeito esperado e é normalmente usado como
guia para a terapia. Trombocitopenia e/ou anemia podem ocorrer em alguns
pacientes; estes efeitos são quase sempre reversíveis após interrupção da
terapia.
Gastrointestinais: Anorexia, náuseas e vômitos são comuns e relacionados à
dose e à suscetibilidade individual. Há relatos isolados de casos de colite
hemorrágica, ulceração da mucosa oral e icterícia durante a terapia.
Genitourinárias: Supressão gonadal, resultando em amenorréia ou azoospermia,
relatada em alguns pacientes tratados com Ciclofosfamida, parece ser
relacionada à dose e duração da terapia. Este efeito, possivelmente irreversível,
deve ser explicado antecipadamente aos pacientes tratados com Ciclofosfamida.
Não se sabe até que extensão a Ciclofosfamida pode afetar as gônadas prépuberais.
Fibrose do ovário seguindo à terapia com Ciclofosfamida também foi
relatada.
Toxicidade cardíaca: Embora uns poucos casos de disfunção cardíaca tenham
sido relatadas com o uso de Ciclofosfamida, nenhuma relação causal foi
estabelecida. A cardiotoxicidade foi observada em alguns pacientes recebendo
altas doses de Ciclofosfamida de 120 a 270 mg/kg administradas por um período
de poucos dias, normalmente como parte de um regime antineoplásico multidroga
intensivo ou em conjunto com transplantes. Em poucos casos com altas
doses de Ciclofosfamida, ocorreu insuficiência cardíaca congestiva severa e
algumas vezes fatal poucos dias após a primeira dose da droga. O exame
histopatológico revelou primariamente miocardite hemorrágica.
Nenhuma anormalidade cardíaca residual revelada pelo eletrocardiograma ou
ecocardiograma estava presente em pacientes que passaram por episódios de
toxicidade cardíaca aparente associada com altas doses de Ciclofosfamida.
Há relatos de que a cardiotoxicidade induzida pela doxorrubicina pode ser
potencializada com a Ciclofosfamida.
Cicatrização: A Ciclofosfamida pode interferir com a cicatrização normal.
Retenção inapropriada de água: Com altas doses de Ciclofosfamida há relatos de
retenção inapropriada de água, resultando em hiponatremia, convulsão, e morte.
O efeito é direto sobre os túbulos renais.

Ciclofosfamida – Posologia

Terapia antineoplásica: A quimioterapia com Ciclofosfamida, como com outras
drogas usadas na quimioterapia contra o câncer, é potencialmente perigosa e podem
ocorrer complicações fatais. Recomenda-se que seja administrada apenas por
médicos cientes dos riscos associados. A terapia pode ser direcionada à indução ou à
manutenção de remissão.
Terapia de indução: A dose de ataque intravenosa recomendada para pacientes sem
deficiências hematológicas é 40 – 50 mg/kg. Esta dose de ataque inicial total é
geralmente administrada em doses divididas por um período de dois a cinco dias.
Pacientes com tratamento prévio que possa comprometer a capacidade funcional da
medula óssea, como radioterapia ou drogas citotóxicas e pacientes com infiltração
tumoral da medula óssea, podem requerer redução da dose inicial de 1/3 a 1/2.
Uma acentuada leucopenia é comumente associada às doses acima mas a
recuperação inicia-se normalmente após 7 a 10 dias. A contagem de leucócitos deve
ser monitorizada cuidadosamente durante a terapia de indução.
Se a terapia inicial é administrada oralmente, uma dose de 1 a 5 mg/kg/dia pode ser
administrada dependendo da tolerabilidade apresentada pelo paciente.
Terapia de Manutenção: Com freqüência, o tratamento quimioterápico deve ser
mantido para suprimir ou retardar o crescimento neoplásico. Uma variedade de
posologias tem sido usada:
1 a 5 mg/kg p.o. diariamente
10 a 15 mg/kg i.v. a cada 7 a 10 dias
3 a 5 mg/kg i.v. duas vezes por semana
A menos que a neoplasia seja anormalmente sensível à Ciclofosfamida é
recomendável administrar a maior dose razoavelmente tolerada pelo paciente. A
contagem total de leucócitos é um bom guia objetivo para regulação da dose de
manutenção. Normalmente, uma leucopenia de 3.000 a 4.000 células/mm3 pode ser
mantida sem risco de infecções sérias ou outras complicações.
Terapia Imunossupressora: As doses utilizadas são da ordem de 1 a 3 mg/kg
oralmente dependendo da resposta e da toxicidade.
Nota: Soluções de Ciclofosfamida injetáveis podem ser aplicadas por via intravenosa,
intramuscular, intraperitonial ou intrapleural ou podem ser infundidas por via
intravenosa.
Pacientes com insuficiência renal: Como a Ciclofosfamida é excretada pela urina,
um ajuste de dose pode ser necessário em pacientes com insuficiência renal (ver
Farmacocinética – excreção).

Superdosagem

Superdosagem aguda causa náuseas, vômitos e prostração, depressão de células
brancas do sangue, alopecia e ocasionalmente cistite. Devido à imunossupressão,
podem ocorrer infecções secundárias. A trombocitopenia pode levar a uma
predisposição para hemorragias.
Não há um antídoto específico para uma superdosagem de Ciclofosfamida. Deve-se
tomar medidas para evacuar o material não absorvido do trato gastrointestinal. Devese
prestar atenção à prevenção de infecções durante qualquer período de função
deprimida da medula óssea. O tratamento de náuseas e vômitos é sintomático. A
alopecia deve reverter após um período de tempo.

Características farmacológicas

A Ciclofosfamida é inativa quando testada in vitro em culturas de linfócitos humanos
ou em células neoplásicas humanas. No entanto, a Ciclofosfamida quando convertida à
sua forma ativa pelas enzimas microssomais do fígado interfere in vivo com o
crescimento de neoplasias suscetíveis e, até certo ponto, com a regeneração tissular
normal. A ação citotóxica da Ciclofosfamida evidente in vivo é a base para seu uso
terapêutico como agente antineoplásico e para algumas reações adversas associadas
ao seu uso.
A Ciclofosfamida tem propriedades imunossupressoras.
FARMACOCINÉTICA
Absorção: A Ciclofosfamida é absorvida por via oral e parenteral. Também é
absorvida quando aplicada topicamente sobre tecidos neoplásicos situados na
superfície do corpo.
Distribuição: A distribuição tissular da Ciclofosfamida foi examinada em pacientes
com câncer após administração intravenosa da Ciclofosfamida marcada. A droga
inalterada e seus metabólitos cruzam a barreira hematoencefálica. A concentração
encontrada no tecido cerebral foi similar a do sangue.
Biópsias realizadas duas horas após a administração revelaram radioatividade nos
linfonodos 30 % superior em relação aos músculos, tecido adiposo ou pele. Não foram
estabelecidas as proporções relativas de droga inalterada e metabólitos.
Metabolismo: A Ciclofosfamida é metabolizada no organismo inicialmente pelas
enzimas oxidases de função mista dos microssomas hepáticos; vários metabólitos
tóxicos foram identificados.
As concentrações plasmáticas dos metabólitos são quase proporcionais à dose
administrada, mas a variabilidade individual é relativamente ampla. O pico plasmático
do metabólito alquilante é alcançado 2 a 3 horas após administração da droga. Os
valores máximos alcançados pelo metabólito alcançam apenas 1/2 a 3/4 daqueles
obtidos em ratos com doses comparáveis.
As concentrações médias do metabólito alquilante 8 horas após administração
intravenosa da droga foram cerca de 77% da concentração plasmática máxima
quando estudadas em 12 pacientes sem prévia exposição ao fármaco.
A variabilidade na taxa de metabolismo da Ciclofosfamida em humanos é muito maior
do que a observada em outras espécies. A meiavida plasmática da droga inalterada
aparentemente independe da idade, raça, sensibilidade ou resistência à droga,
diagnóstico ou dose.
Excreção: No homem, uma grande proporção da dose administrada é eliminada pela
urina sob a forma de metabólitos. De três metabólitos alquilantes encontrados na urina
apenas um (mostarda não-nitrogenada) foi definitivamente identificado. A recuperação
da radioatividade após administração de Ciclofosfamida marcada por via intravenosa
foi de 37 a 82%, com 20 a 45% desta quantidade relacionada à droga inalterada. A excreção urinária total da Ciclofosfamida variou de 3 a 30% da dose com a maior parte
dos casos localizados na faixa superior.
Meia-vida: A Ciclofosfamida administrada por via intravenosa tem uma meia-vida de
aproximadamente 4 horas; no entanto, a droga e/ou seus metabólitos podem ser
detectados no plasma por até 72 horas.
Ligação às proteínas plasmáticas: A Ciclofosfamida não apresenta grande afinidade
pelas proteínas plasmáticas. Após uma única administração de Ciclofosfamida
marcada a ligação observada é de 14 ± 25% e 12 ± 5% da radioatividade total em
concentrações de 10 e 200 micromoles/ml respectivamente. A administração repetida
aumenta a ligação. Após 5 doses de 40 mg/kg a ligação é de cerca de 56% da
radioatividade plasmática.

Resultados de eficácia

Modo de usar

PREPARO DA SOLUÇÃO
Obtém-se uma solução isotônica de Ciclofosfamida dissolvendo o conteúdo dos
frascos-ampola de Genuxal (Ciclofosfamida) em água para injeção na seguinte
proporção:
Genuxal (Ciclofosfamida) Água para injeção
200 mg 10 mL
1000 mg 50 mL
Imediatamente após a adição do solvente estéril, o frasco-ampola deverá ser
vigorosamente agitado por 30 a 60 segundos. A solução resultante deverá apresentarse
absolutamente límpida. A solução deve ser administrada imediatamente após o
preparo.
Compatibilidade
Fluidos intravenosos: Diluentes estéreis tais como água para injeção, solução de
dextrose para injeção (dextrose a 5%) ou solução de dextrose e cloreto de sódio para
injeção (dextrose a 5% e cloreto de sódio a 0,9%).

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Armazenagem

Conservar o produto em temperatura inferior a 25 ºC. Proteger da luz e umidade.

Dizeres legais

Genuxal pó extemporâneo injetável: USO RESTRITO EM HOSPITAIS
Lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho.
Farm. Resp.: Bianca Puccia CRF-SP nº 29.736
Reg. MS nº 1.5082.0038
Fabricado por:
Drágea
Almirall Prodesfarma, S.A. ? Barcelona ? Espanha
Pó extemporâneo injetável
Baxter Oncology GmbH – Kantstrasse 2, D-33790 Halle/Westfalen, Alemanha

Data da bula

Sep 23 2008 12:00AM

4Medic

4Medic

As informações publicadas no site são elaboradas por redatores terceirizados não profissionais da saúde. Este site se compromete a publicar informações de fontes segura. Todos os artigos são baseados em artigos científicos, devidamente embasados.