Beriplex P/n


Beriplex P/n – Bula do remédio

Beriplex P/n com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Beriplex P/n têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Beriplex P/n devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

A 4Medic não vende nenhum tipo de medicamento

Laboratório

Csl Behring

Apresentação de Beriplex P/n

Beriplex® P/N 500 UI: embalagem contendo 1 frasco-ampola com pó liofilizado para solução injetável, 1 frasco-ampola de diluente com 20 mL de água para injetáveis e 1 dispositivo de transferência com filtro.

Beriplex P/n – Indicações

-Tratamento e profilaxia perioperatória de hemorragias na deficiência adquirida de fatores de coagulação do complexo protrombínico, tais como a deficiência causada pelo tratamento com antagonistas da vitamina K, ou em caso de superdose de antagonistas da vitamina K, quando uma correção rápida da deficiência for necessária.

-Tratamento e profilaxia perioperatória de hemorragias na deficiência congênita de qualquer um dos fatores de coagulação dependentes de vitamina K, quando produtos de fator de coagulação purificados específicos não estão disponíveis.

Contra-indicações de Beriplex P/n

Hipersensibilidade conhecida a qualquer um dos componentes do produto.

Risco de trombose, angina peitoral, infarto do miocárdio recente (exceção: hemorragias com risco à vida, após superdose de anticoagulantes orais e antes da indução de uma terapia fibrinolítica).

No caso de coagulação intravascular disseminada, a utilização de complexo protrombínico somente podem ser aplicadas após o término do estado consumptivo.

História conhecida de trombocitopenia induzida por heparina.

Advertências

A terapia deve ser acompanhada por um especialista com experiência no tratamento de distúrbios de coagulação.

Em pacientes com deficiência adquirida de fatores da coagulação dependentes de vitamina K (por exemplo, deficiência induzida pelo tratamento com antagonistas da vitamina K), Beriplex® P/N somente deve ser utilizado quando uma rápida correção dos níveis do complexo protrombínico for necessária, tal como hemorragias maiores ou cirurgia de emergência. Em outros casos, a redução da dose de antagonista da vitamina K e / ou a administração de vitamina K é geralmente suficiente.

Os pacientes em tratamento com um antagonista da vitamina K podem apresentar um estado hipercoagulável subjacente e a infusão do complexo protrombínico humano pode levar ao agravamento.

Na deficiência congênita de qualquer um dos fatores dependentes da vitamina K, deve-se utilizar, quando disponível, produtos contendo fatores de coagulação específicos.

Se reações do tipo alérgica ou anafilática ocorrerem, a administração de Beriplex® P/N deve ser interrompida imediatamente (por exemplo, interromper a injeção) e um tratamento adequado deve ser iniciado. Medidas terapêuticas dependem do tipo e da gravidade dos efeitos indesejáveis. Os padrões médicos atuais para o tratamento de choque devem ser observados.

Há um risco de trombose ou coagulação intravascular disseminada, quando os pacientes, com qualquer deficiência congênita ou adquirida, são tratados com complexo protrombínico humano particularmente com doses repetidas. O risco pode ser maior no tratamento da deficiência isolada do fator de coagulação VII, uma vez que os outros fatores de coagulação dependentes de vitamina K, com meias-vidas longas, podem acumular-se a níveis consideravelmente mais elevados do que o normal. Os pacientes em tratamento com complexo protrombínico humano devem ser observados cuidadosamente quanto aos sinais ou sintomas de coagulação intravascular disseminada ou trombose.

Devido ao risco de complicações tromboembólicas, um acompanhamento minucioso deve ser realizado quando se administra Beriplex® P/N em pacientes com histórico de doença coronária ou infarto do miocárdio, em pacientes com doença hepática, em pacientes no pós-operatório, em recém-nascidos ou pacientes sob risco de eventos tromboembólicos ou coagulação intravascular disseminada ou deficiência de inibidor simultânea. Em cada uma destas situações, o benefício potencial do tratamento com Beriplex® P/N deve ser ponderado contra o potencial risco de tais complicações. Em pacientes com coagulação intravascular disseminada e sepse, a substituição de antitrombina III deve ser considerada antes do tratamento com Beriplex® P/N.

Em pacientes com coagulação intravascular disseminada pode, sob certas circunstâncias, ser necessária a substituição dos fatores de coagulação do complexo protrombínico. Esta substituição pode, no entanto, somente ser realizada após o término do estado consumptivo (por exemplo, tratamento da causa subjacente, normalização persistente do nível de antitrombina III).

Quando Beriplex® P/N é utilizado para normalizar a deficiência da coagulação, a administração profilática de heparina deve ser considerada.

Não existem dados disponíveis sobre o uso de Beriplex® P/N em caso de hemorragia perinatal devido à deficiência de vitamina K em recém-nascidos.

Beriplex® P/N contém até 343 mg de sódio (aproximadamente 15 mmol) por 100 mL. Isto deve ser levado em consideração no caso de pacientes com uma dieta controlada de sódio.

Gravidez e lactação

Categoria B: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

A segurança de Beriplex® P/N para uso durante a gravidez e durante a lactação não foi estabelecida. Os estudos em animais não são adequados para avaliar a segurança em relação à gravidez, desenvolvimento embrionário/fetal, parto ou desenvolvimento pós-natal.

Portanto, Beriplex® P/N deve ser usado durante a gravidez e lactação somente se claramente indicado.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir e operar máquinas

Não foram realizados estudos sobre os efeitos na habilidade de dirigir e utilizar máquinas.

Segurança viral

As medidas padrão para prevenir infecções resultantes da utilização de medicamentos preparados a partir de sangue ou plasma humanos incluem a seleção de doadores, triagem das doações individuais e pools de plasma quanto a marcadores específicos de infecção e a inclusão de etapas de produção eficazes na inativação / remoção de vírus. Apesar disto, quando os medicamentos preparados a partir de sangue humano ou plasma são administrados, a possibilidade de transmissão de agentes infecciosos não pode ser totalmente excluída. Isto também se aplica a vírus desconhecidos ou emergentes e outros agentes patogênicos.

As medidas tomadas são consideradas eficazes para vírus envelopados, como o vírus da imunodeficiência humana (HIV), o vírus da hepatite B (HBV), o vírus da hepatite C (HCV) e para os vírus não-envelopados da hepatite A e parvovírus B19.,

A vacinação adequada (hepatite A e B) geralmente deve ser considerada para pacientes que recebem regularmente/repetidamente produtos derivados do plasma humano.

É altamente recomendável que toda vez que Beriplex® P/N for administrado a um paciente, o nome e o número do lote do produto sejam registrados, de forma a manter uma ligação entre o paciente e o lote do produto.

Interações medicamentosas de Beriplex P/n

Os produtos contendo complexo protrombínico humano neutralizam o efeito do tratamento com antagonista da vitamina K, mas não são conhecidas interações com outros medicamentos.

Na realização de testes de coagulação, que são sensíveis à heparina, em pacientes sob tratamento com altas doses de complexo protrombínico humano, deve-se levar em conta a heparina presente no medicamento administrado.

Beriplex® P/N não deve ser misturado com outros medicamentos, diluentes ou solventes.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Beriplex P/n

As reações adversas seguintes estão baseadas na experiência pós-comercialização, bem como na literatura científica. As seguintes categorias padrão de frequência são usadas:

Muito comum: =>1/10

Comum: =>1/100 e
Incomum: =>1 /1.000 e
Raros: => 1/ 10. 000 e
Muito raros:


Doenças renais e urinárias: Foi relatada síndrome nefrótica em casos isolados após tentativa de indução de tolerância imunológica em pacientes com hemofilia B com inibidores do fator IX de coagulação e história de reação alérgica.

Vasculopatias: Existe o risco de episódios tromboembólicos após a administração do complexo protrombínico humano.

Perturbações gerais e alterações no local de administração: Em casos muito raros é observado o aumento da temperatura corporal.

Doenças do sistema imunológico: Hipersensibilidade ou reações alérgicas (que podem incluir angioedema, ardor e dor no local da injeção, calafrios, rubor, urticária generalizada, dor de cabeça, urticária, hipotensão, letargia, náuseas, agitação, taquicardia, angina peitoral, zumbidos, vômitos ou chiado) foram muito raramente observadas em pacientes tratados com produtos contendo fator IX de coagulação. Em alguns casos, estas reações progrediram para anafilaxia grave e estas ocorreram em estreita associação temporal com o desenvolvimento de inibidores do fator IX de coagulação (ver item 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).

Se reações alérgicas/anafiláticas ocorrerem, a administração de Beriplex ® P/N deve ser interrompida imediatamente (por exemplo, interromper a injeção) e um tratamento adequado deve ser iniciado (ver item 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).

O desenvolvimento de anticorpos contra um ou vários fatores do complexo protrombínico pode ocorrer em casos muito raros. Se esses inibidores ocorrerem, esta condição irá manifestar-se como uma má resposta clínica. Nesses casos, recomenda-se entrar em contato com um centro de hemofilia especializado. Reações indesejáveis podem incluir o desenvolvimento de trombocitopenia induzida por heparina, tipo II (TIH, tipo II). Os sinais característicos da TIH são uma queda na contagem de plaquetas > 50 % e / ou a

ocorrência de novas ou inexplicáveis complicações tromboembólicas durante o tratamento com heparina. O início é tipicamente de 4 a 14 dias após o começo da terapia com heparina, mas pode ocorrer dentro de 10 horas em pacientes recentemente expostos à heparina (nos últimos 100 dias).

Para a segurança com relação a agentes transmissíveis, ver item 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária ? NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Beriplex P/n – Posologia

Posologia

Apenas orientações gerais sobre a dose são dadas abaixo. O tratamento deve ser iniciado sob a supervisão de um médico experiente no tratamento de distúrbios de coagulação. A dose e a duração da terapia de substituição dependem da gravidade da doença, da localização e extensão da hemorragia e do estado clínico do paciente.

A quantidade e a frequência de administração devem ser calculadas de modo individual para cada paciente. Os intervalos de dose devem ser adaptados às diferentes meias-vidas na circulação, dos respectivos fatores de coagulação do complexo protrombínico. Os requisitos individuais da dose somente podem ser identificados com base em determinações regulares dos níveis plasmáticos individuais dos fatores de coagulação de interesse ou em testes gerais dos níveis do complexo protrombínico (Relação Normatizada Internacional – RNI, teste rápido) e na monitorização contínua do estado clínico do paciente.

Em caso de grandes intervenções cirúrgicas, o acompanhamento preciso da terapêutica de substituição por meio de ensaios de coagulação é essencial (testes de fator de coagulação específico e/ou testes gerais para os níveis do complexo protrombínico).

A posologia e modo de administração em pacientes idosos (> 65 anos) são equivalentes às recomendações gerais.

-Tratamento e profilaxia perioperatória de hemorragias durante a terapia com antagonista da vitamina K.

A dose vai depender da RNI antes do tratamento e da RNI pretendida. Na tabela a seguir doses aproximadas (mL/kg de peso corporal do produto reconstituído e UI de fator IX de coagulação /kg de peso corporal), necessárias para a normalização da RNI (por exemplo,

RNI inicial2,0 – 3,94,0 – 6,0> 60
Dose aproximada em mL/kg de peso corporal11,42
Dose aproximada em UI (fator IX de coagulação)/kg de peso corporal253550

Recomenda-se que a dose única máxima não exceda 5.000 UI de fator IX de coagulação.

A correção do distúrbio da hemostasia, induzido por antagonista da vitamina K, é alcançada, o mais tardar, 30 minutos após a injeção e permanecerá por cerca de 6 – 8 horas. No entanto, o efeito da vitamina K, se administrada simultaneamente, é geralmente obtido dentro de 4 – 6 horas. Desse modo, o tratamento repetido com o complexo protrombínico humano normalmente não é necessário quando a vitamina K tiver sido administrada.

Estas recomendações são baseadas em dados de estudos clínicos com um número limitado de indivíduos. A recuperação e a duração do efeito podem variar, portanto a monitorização da RNI durante o tratamento é obrigatória.

-Hemorragias e profilaxia perioperatória na deficiência congênita de qualquer um dos fatores de coagulação dependentes da vitamina K, quando produtos contendo fator de coagulação específicos não estão disponíveis.

O cálculo da dose necessária de concentrado de complexo protrombínico é baseado em dados de estudos clínicos:

-Para a dose de 1 UI de fator IX de coagulação por kg de peso corporal está prevista uma elevação da atividade do fator IX de coagulação plasmático de 1,3% do valor normal (0,013 UI/ml).

-A dose de 1 UI de fator VII de coagulação por kg de peso corporal eleva a atividade do fator VII de coagulação plasmático em 1,7% do valor normal (0,017 UI/ml).

-A dose de 1 UI de fator II de coagulação por kg de peso corporal eleva a atividade do fator II de coagulação plasmático em 1,9% do valor normal (0,019 UI/ml).

-A dose de 1 UI de fator X de coagulação por kg de peso corporal eleva a atividade do fator X de coagulação plasmático em 1,8% do valor normal (0,018 UI/ml).

A dose de um fator específico administrado é expressa em unidades internacionais (UI), relacionadas com o atual padrão da OMS, para cada fator. A atividade no plasma de um fator de coagulação específico é expressa em percentagem (em relação ao plasma normal) ou em Unidades Internacionais (em relação ao padrão internacional para o fator de coagulação específico).

Uma Unidade Internacional (UI) de uma atividade do fator de coagulação é equivalente à quantidade em 1 mL de plasma humano normal.

Por exemplo, o cálculo da dose necessária de fator X de coagulação é baseado na constatação de que

1 Unidade Internacional (UI) de fator X de coagulação por kg de peso corporal aumenta a atividade do fator X de coagulação plasmático em 0,018 UI/ml.

A dose necessária é determinada usando a seguinte fórmula:

Unidades necessárias = peso corporal [kg] x aumento desejado do fator X de coagulação [UI/ml] x 56, onde 56 (mL/kg) é a recíproca da recuperação estimada.

Se a recuperação individual for conhecida, esse valor deve ser utilizado para o cálculo.

Modo de usar

-Instruções gerais

A solução deve ser clara ou levemente opalescente. Após a filtração/aspiração o produto reconstituído deve ser inspecionado visualmente quanto à presença de partículas ou alteração de cor antes da aplicação. Não usar soluções turvas ou que apresentem depósito.

A reconstituição e aspiração do produto para a seringa devem ser realizadas sob condições assépticas.

-Reconstituição

Deixar o diluente atingir a temperatura ambiente. Assegurar que as tampas ?flip-off? dos frascos do produto e do diluente foram retiradas, as tampas de borracha foram tratadas com solução antisséptica e secas antes da abertura da embalagem do dispositivo de transferência (Mix2Vial).

-Aspiração e aplicação

8. Mantendo o êmbolo da seringa pressionado, inverta o sistema de cabeça para baixo e aspire o concentrado para dentro da seringa puxando o êmbolo lentamente para trás.

Superdosagem

Para evitar uma superdose é aconselhável monitorar regularmente o estado da coagulação durante o tratamento, uma vez que o uso de doses altas de concentrado de complexo protrombínico tem sido associado com ocorrência de infarto do miocárdio, coagulação intravascular disseminada, trombose venosa e embolia pulmonar. No caso de superdose, o risco de complicações tromboembólicas ou coagulação intravascular disseminada é aumentado em pacientes sob risco de sofrer estas complicações.


Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

Os fatores de coagulação II, VII, IX e X, que são sintetizados no fígado com a ajuda da vitamina K, são comumente chamados de complexo protrombínico. Além dos fatores de coagulação, Beriplex® P/N contém proteína C e proteína S, inibidores da coagulação dependentes da vitamina K.

O fator VII de coagulação é o zimogênio do fator VIIa serino-protease ativo, pelo qual a via extrínseca da coagulação sanguínea é iniciada. O complexo fator de tromboplastina tecidual-fator VIIa ativa os fatores de coagulação IX e X, de modo que os fatores de coagulação IXa e Xa são formados. Com a ativação posterior da cascata de coagulação, a protrombina (fator II de coagulação) é ativada e transformada em trombina. Pela ação da trombina, o fibrinogênio é convertido em fibrina, que resulta na formação de coágulos. A geração normal de trombina também é de vital importância para a função plaquetária, como parte da hemostasia primária.

A deficiência grave isolada do fator VII de coagulação leva à formação reduzida de trombina e a uma tendência ao sangramento devido à formação prejudicada de fibrina e comprometimento da hemostasia primária. A deficiência isolada do fator IX de coagulação é uma das hemofilias clássicas (hemofilia B). A deficiência isolada do fator II de coagulação ou fator X de coagulação é muito rara, mas na forma grave causa uma tendência ao sangramento semelhante àquela observada na hemofilia clássica.

Os outros componentes, os inibidores da coagulação, proteína C e proteína S, também são sintetizados no fígado. A atividade biológica da proteína C é reforçada pelo cofator da proteína S.

A proteína C ativada inibe a coagulação pela inativação dos fatores de coagulação Va e VIIIa. A proteína S como cofator da proteína C auxilia a inativação da coagulação. A deficiência de proteína C está associada com um risco aumentado de trombose.

A deficiência adquirida de fatores da coagulação dependentes de vitamina K ocorre durante o tratamento com antagonistas da vitamina K. Se a deficiência torna-se grave, o resultado é uma tendência hemorrágica grave, caracterizada por hemorragia retroperitoneal ou cerebral, ao invés de hemorragia muscular e articular. A insuficiência hepática grave também resulta em níveis significativamente reduzidos de fatores da coagulação dependentes de vitamina K e em uma tendência ao sangramento clinicamente relevante. No entanto, isto é muitas vezes complexo devido à presença simultânea de baixa coagulação intravascular, baixos níveis de plaquetas, deficiência de inibidores da coagulação e distúrbios da fibrinólise.

A administração do complexo protrombínico humano determina um aumento dos níveis plasmáticos dos fatores de coagulação dependentes de vitamina K e pode corrigir temporariamente o defeito de coagulação dos pacientes com deficiência de um ou vários desses fatores.

Propriedades farmacocinéticas

A meia-vida plasmática está indicada a seguir (dados provenientes de um estudo clínico incluindo 15 voluntários sadios; valores medianos, intervalo):

Fator II de coagulação60(25 – 135) horas
Fator VII de coagulação4(2 – 9) horas
Fator IX de coagulação17(10 – 127) horas *
Fator X de coagulação31(17 – 44) horas
Proteína C47(9 – 122) horas *
Proteína S49(33 – 83) horas *

Beriplex® P/N é distribuído e metabolizado no organismo da mesma forma que os fatores endógenos de coagulação II, VII, IX e X.

A administração intravenosa permite que a preparação fique disponível imediatamente. A biodisponibilidade é proporcional à dose administrada.

Propriedades toxicológicas

Beriplex® P/N contém como componentes ativos os fatores do complexo protrombínico (fatores de coagulação II, VII, IX e X). Estes são derivados do plasma humano e agem como constituintes endógenos do plasma.

Estudos de toxicidade de dose única, com o produto predecessor pasteurizado, mas não nanofiltrado, apresentaram toxicidade moderada em camundongos após administração de 200 UI/kg, a dose mais elevada testada. Estudos pré-clínicos com aplicações de dose repetida (toxicidade crônica, carcinogenicidade e toxicidade reprodutiva) não podem ser razoavelmente realizados em modelos animais convencionais, devido ao desenvolvimento de anticorpos após a aplicação de proteínas heterólogas humanas.

A tolerância local após administração intravenosa de Beriplex® P/N foi demonstrada em coelhos. Um estudo de neoantigenicidade com coelhos não mostrou nenhuma indicação de geração de um neoepítopo devido ao processo de pasteurização.

Resultados de eficácia

Beriplex® P/N é uma terapia de substituição. A eficácia do produto está baseada na adequada reposição dos fatores da coagulação ausentes, levando à normalização da coagulação.

Armazenagem

Conservar em temperatura ambiente não superior a 25 °C. Não congelar. Manter o frasco dentro da embalagem original, a fim de protegê-lo da luz. O prazo de validade é de 36 meses a partir da data de fabricação, quando armazenado conforme recomendado.

Após a reconstituição, do ponto de vista microbiológico e como Beriplex® P/N não contém conservantes, o produto reconstituído deve ser utilizado imediatamente. A estabilidade físico-química foi demonstrada durante 24 horas à temperatura ambiente (máx. 25 °C). No entanto, se não for administrado imediatamente, o armazenamento não deve exceder 8 horas em temperatura ambiente.

O produto não utilizado ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

A solução reconstituída de Beriplex ® P/N é clara ou levemente opalescente. O produto não deve ser utilizado se a solução estiver turva ou apresentar depósito de partículas.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres legais

MS 1.0151.0117

Farm. Resp.: Cristina J. Nakai

CRF-SP 14.848

Fabricado por:

CSL Behring GmbH

Marburg ? Alemanha

Importado por:

CSL Behring Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda.

Rua Olimpiadas 134 – 9ºandar

CEP 04551-000 ? São Paulo – SP

CNPJ: 62.969.589/0001-98

Beriplex P/n – Bula para o Paciente

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

Este medicamento é indicado ao:

-Tratamento de hemorragias (sangramento) e profilaxia perioperatória de hemorragias (prevenção de sangramento do período antes, durante e depois de uma cirurgia) em pacientes apresentando deficiência adquirida de fatores de coagulação do complexo protrombínico, como a deficiência causada pelo tratamento com medicamentos antagonistas da vitamina K, ou em caso de superdose de antagonistas da vitamina K, quando for necessária uma correção rápida da deficiência.

-Tratamento de hemorragias (sangramento) e profilaxia perioperatória de hemorragias (prevenção de sangramento do período antes, durante e depois de uma cirurgia) em pacientes com deficiência congênita (ou seja, desde o nascimento) de qualquer um dos fatores de coagulação dependentes de vitamina K, quando produtos de fator de coagulação purificados específicos não estão disponíveis.

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Beriplex® P/N contém os fatores de coagulação do sangue II, VII, IX e X (complexo protrombínico) e as proteínas C e S.

Em condições normais, os fatores de coagulação II, VII, IX e X são sintetizados no fígado com a ajuda da vitamina K, e participam do processo de coagulação do sangue. As proteínas C e S são inibidoras da coagulação dependentes da vitamina K.

Beriplex® P/N irá repor os fatores de coagulação II, VII, IX e X (complexo protrombínico) em pacientes com deficiência destes fatores, elevando seus níveis no sangue. Dessa forma, Beriplex® P/N pode corrigir temporariamente o defeito de coagulação dos pacientes com deficiência de um ou vários desses fatores.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Você não deve utilizar Beriplex® P/N se tiver história de hipersensibilidade (alergia) a qualquer um dos componentes do produto.

Você não deve utilizar Beriplex® P/N se tiver risco de trombose, angina peitoral, se teve infarto do miocárdio recente (exceto em hemorragias com risco à vida, após superdose de anticoagulantes orais e antes da indução de uma terapia fibrinolítica).

No caso de coagulação intravascular disseminada, as preparações de complexo protrombínico somente podem ser aplicadas após o término do estado de consumo.

Você não deve utilizar Beriplex® P/N se tiver história conhecida de trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas) induzida por heparina.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

A terapia deve ser acompanhada por um especialista com experiência no tratamento de distúrbios de coagulação.

Em pacientes com deficiência adquirida de fatores da coagulação dependentes de vitamina K (por exemplo, deficiência induzida pelo tratamento com antagonistas da vitamina K), Beriplex® P/N deve ser utilizado somente quando for necessária uma rápida correção dos níveis do complexo protrombínico como em hemorragias maiores ou cirurgia de emergência. Nos outros casos, a redução da dose do medicamento antagonista da vitamina K e / ou a administração de vitamina K é geralmente suficiente.

Os pacientes que estão em tratamento com um antagonista da vitamina K podem apresentar um estado oculto de coagulação excessiva, o qual pode ser agravado pelo uso do complexo protrombínico.

Na deficiência congênita de qualquer um dos fatores dependentes da vitamina K, deve-seutilizar, quando disponível, produtos contendo fatores de coagulação específicos.

Se você apresentar reações do tipo alérgica ou anafilática, seu médico interromperá imediatamente a administração de Beriplex® P/N e iniciará um tratamento adequado. As medidas terapêuticas dependem do tipo e da gravidade dos efeitos indesejáveis. Os padrões médicos atuais para o tratamento de choque devem ser observados.

Quando os pacientes com deficiência congênita ou adquirida são tratados com complexo protrombínico humano, particularmente com doses repetidas, há um risco de trombose ou coagulação intravascular disseminada. O risco pode ser maior no tratamento da deficiência isolada do fator VII de coagulação, uma vez que os outros fatores de coagulação dependentes de vitamina K podem acumular- se a níveis consideravelmente mais elevados do que o normal. Os pacientes em tratamento com complexo protrombínico humano serão observados cuidadosamente quanto aos sinais ou sintomas de coagulação intravascular disseminada ou trombose.

Devido ao risco de complicações tromboembólicas, um acompanhamento minucioso será realizado quando se administra Beriplex® P/N em pacientes:

-com histórico de doença cardíaca coronária ou infarto do miocárdio

-com doença hepática (no fígado)

-no pós-operatório

-recém-nascidos

-sob risco de eventos tromboembólicos, coagulação intravascular disseminada ou deficiência de inibidor simultânea.

Em cada uma destas situações, o benefício do tratamento com Beriplex® P/N deve ser ponderado contra o risco de tais complicações. Em pacientes com coagulação intravascular disseminada e sepse, a substituição de antitrombina III deve ser considerada antes do tratamento com Beriplex®P/N.

A substituição dos fatores de coagulação do complexo protrombínico pode ser necessária em pacientes com coagulação intravascular disseminada. Entretanto, esta substituição só pode ser realizada após o término do estado de consumo (por exemplo, tratamento da causa subjacente, normalização persistente do nível de antitrombina III).

Quando Beriplex® P/N é utilizado para normalizar a deficiência da coagulação, a administração profilática de heparina deve ser considerada. Não existem dados disponíveis sobre o uso de Beriplex® P/N em caso de hemorragia perinatal devido à deficiência de vitamina K em recém-nascidos.

Beriplex® P/N contém até 343 mg de sódio (aproximadamente 15 mmol) por 100 mL. Isto deve ser levado em consideração no caso de pacientes com uma dieta controlada de sódio.

Gravidez e lactação

A segurança de Beriplex® P/N para uso durante a gravidez e durante a lactação não foi estabelecida. Os estudos em animais não são adequados para avaliar a segurança em relação à gravidez, desenvolvimento do embrião ou feto, parto ou desenvolvimento após o nascimento.

Portanto, Beriplex® P/N deve ser usado durante a gravidez e lactação somente se claramente indicado.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir e operar máquinas

Não foram realizados estudos sobre os efeitos na habilidade de dirigir e utilizar máquinas.

Segurança viral

Quando medicamentos são feitos a partir de plasma ou sangue humano, algumas medidas são tomadas para prevenir a transmissão de infecções aos pacientes. Estas incluem:

-seleção cuidadosa de doadores de plasma e sangue para se ter certeza que aqueles em risco de portar infecções sejam excluídos

-teste de cada doador e pools de plasma para sinais de vírus/infecções

Fabricantes destes produtos também incluem etapas no processamento de sangue ou plasma que podem inativar ou remover vírus.

Apesar disto, quando medicamentos preparados a partir de sangue ou plasma humano são administrados, a possibilidade de transmissão de infecção não pode ser totalmente excluída. Isto também se aplica a vírus desconhecidos ou emergentes e outros agentes patogênicos.

As medidas tomadas são consideradas eficazes para vírus envelopados como o vírus da imunodeficiência humana (HIV, o vírus da AIDS), vírus da hepatite B, vírus da hepatite C e para os vírus não envelopados da hepatite A e parvovírus B19.

Seu médico pode recomendar a vacinação contra hepatite A e B se você recebe produtos derivados de plasma regularmente/repetidamente.

É altamente recomendável que toda vez que Beriplex® P/N for administrado, seu médico registre o número do lote, o volume injetado e a data de administração.

Interações medicamentosas

Os produtos contendo complexo protrombínico humano anulam o efeito do tratamento com antagonista da vitamina K, mas não são conhecidas interações com outros medicamentos.

Na realização de testes de coagulação que são sensíveis à heparina, em pacientes sob tratamento com altas doses de complexo protrombínico humano , deve-se levar em conta a heparina presente no medicamento administrado.

Beriplex® P/N não deve ser misturado com outros medicamentos, diluentes ou solventes.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO? Beriplex® P/N deve ser conservado em temperatura ambiente não superior a 25 °C. Não congelar. Mantenha o frasco dentro da embalagem original, a fim de protegê-lo da luz. O prazo de validade é de 36 meses a partir da data de fabricação, quando armazenado conforme recomendado.

Após a reconstituição, do ponto de vista microbiológico e como Beriplex® P/N não contém conservantes, o produto reconstituído deve ser utilizado imediatamente. A estabilidade físico- química foi demonstrada durante 24 horas à temperatura ambiente (máx. 25 °C). No entanto, se não for administrado imediatamente, o armazenamento não deve exceder 8 horas em temperatura ambiente.

O produto não utilizado ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

A solução reconstituída de Beriplex® P/N é clara ou levemente opalescente. O produto não deve ser utilizado se a solução estiver turva ou apresentar depósito de partículas.


Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Posologia

São dadas abaixo apenas orientações gerais sobre a dosagem do medicamento. O tratamento deve ser iniciado sob a supervisão de um médico experiente no tratamento de distúrbios de coagulação. A dose e a duração da terapia de substituição dependem da gravidade da doença, da localização e extensão da hemorragia e do estado clínico do paciente.

A quantidade e a frequência de administração devem ser calculadas de modo individual para cada paciente. Para isso, seu médico determinará os níveis dos fatores de coagulação em seu sangue e monitorar seu estado clínico.

Em caso de grandes cirurgias, é essencial o acompanhamento preciso do tratamento por meio de testes de coagulação.

A posologia e o modo de administração em pacientes idosos (> 65 anos) são iguais às recomendações gerais.

-Tratamento e profilaxia perioperatória de hemorragias durante a terapia com antagonista da vitamina K.

A dose vai depender do índice internacional normalizado (INR) antes do tratamento e da INR pretendida. Na tabela a seguir são apresentadas as doses aproximadas, necessárias para a normalização da INR em diferentes níveis da INR inicial. As doses são dadas em ml por kg de peso corporal do produto reconstituído e UI de fator IX de coagulação / kg de peso corporal.

RNI inicial2,0 – 3,94,0 – 6,0> 60
Dose aproximada em mL/kg de peso corporal11,42
Dose aproximada em UI (fator IX de coagulação)/kg de peso corporal253550

Recomenda-se que a dose única máxima não exceda 5.000 UI de fator IX de coagulação.

A correção do distúrbio da hemostasia, induzido por antagonista da vitamina K, é alcançada em até 30 minutos após a injeção e permanecerá por cerca de 6 – 8 horas. No entanto, o efeito da vitamina K, se administrada simultaneamente, é geralmente obtido dentro de 4 – 6 horas. Desse modo, o tratamento repetido com o complexo protrombínico humano normalmente não é necessário quando a vitamina K tiver sido administrada.

Estas recomendações são baseadas em dados de estudos clínicos com um número limitado de indivíduos. A recuperação e a duração do efeito podem variar, portanto a monitorização da INR durante o tratamento é obrigatória.

-Hemorragias e profilaxia perioperatória na deficiência congênita de qualquer um dos fatores de coagulação dependentes da vitamina K, quando produtos contendo fatores de coagulação específicos não estão disponíveis.

O cálculo da dose necessária de concentrado de complexo protrombínico é baseado em dados de estudos clínicos:

-Para a dose de 1 UI de fator IX de coagulação por kg de peso corporal está prevista uma elevação da atividade do fator IX de coagulação plasmático de 1,3% do valor normal (0,013 UI/mL).

-A dose de 1 UI de fator VII de coagulação por kg de peso corporal eleva a atividade do fator VII de coagulação plasmático em 1,7% do valor normal (0,017 UI/mL).

-A dose de 1 UI de fator II de coagulação por kg de peso corporal eleva a atividade do fator II de coagulação plasmático em 1,9% do valor normal (0,019 UI/mL).

-A dose de 1 UI de fator X de coagulação por kg de peso corporal eleva a atividade do fator X de

coagulação plasmático em 1,8% do valor normal (0,018 UI/mL).

A dose de um fator específico administrado é expressa em unidades internacionais (UI), relacionadas com o atual padrão da OMS, para cada fator. A atividade no plasma de um fator de coagulação específico é expressa em percentagem (em relação ao plasma normal) ou em Unidades Internacionais (em relação ao padrão internacional para o fator de coagulação específico).

Uma Unidade Internacional (UI) de uma atividade do fator de coagulação é equivalente à quantidade em um mL de plasma humano normal.

Por exemplo, o cálculo da dose necessária de fator X de coagulação é baseado na constatação de que 1 Unidade Internacional (UI) de fator X de coagulação por kg de peso corporal aumenta a atividade do fator X de coagulação plasmático em 0,018 UI / ml.

A dose necessária é determinada usando a seguinte fórmula:

Unidades necessárias = peso corporal [kg] x aumento desejado do fator X [UI / ml] x 56, onde 56 (ml / kg) é a recíproca da recuperação estimada.

Se a recuperação individual for conhecida, esse valor deve ser utilizado para o cálculo.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO? Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião- dentista.

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

As reações adversas a seguir estão baseadas na experiência pós-comercialização, bem como na literatura científica.

Informe seu médico ou farmacêutico se você apresentar alguma das reações abaixo, ou outras reações não listadas nessa bula.

Doenças renais e urinárias: Em casos isolados, foi relatada síndrome nefrótica após a tentativa de indução de tolerância imunológica em pacientes com hemofilia B com inibidores do fator IX de coagulação e história de reação alérgica.

Vasculopatias (desordens dos vasos sanguíneos): Existe o risco de episódios tromboembólicos após a administração do complexo protrombínico humano.

Perturbações gerais e alterações no local de administração: Em casos muito raros, é observado aumento da temperatura corporal.

Doenças do sistema imunológico (sistema de defesa do corpo): Hipersensibilidade ou reações alérgicas (que podem incluir inchaço, ardor e dor no local da injeção, calafrios, rubor, urticária generalizada, dor de cabeça, urticária, hipotensão, letargia, náuseas, agitação, taquicardia, angina peitoral, zumbidos, vômitos ou chiado) foram muito raramente observadas em pacientes tratados com produtos contendo fator IX de coagulação. Em alguns casos, estas reações progrediram para anafilaxia grave e estas ocorreram em estreita associação temporal com o desenvolvimento de inibidores do fator IX de coagulação.

Em casos muito raros, pode ocorrer o desenvolvimento de anticorpos contra um ou vários fatores do complexo protrombínico. Se esses inibidores aparecerem, esta condição se manifestará como uma má resposta clínica. Nesses casos, seu médico entrará em contato com um centro de hemofilia especializado.

Reações indesejáveis podem incluir o desenvolvimento de trombocitopenia induzida por heparina, tipo II (TIH, tipo II). Os sinais característicos da TIH são uma queda na contagem de plaquetas > 50 % e/ou a ocorrência de novas ou inexplicáveis complicações tromboembólicas durante o tratamento com heparina. O início é tipicamente de 4 a 14 dias após o começo da terapia com heparina, mas pode ocorrer dentro de 10 horas em pacientes recentemente expostos à heparina (nos últimos 100 dias).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?

Para evitar uma superdose é aconselhável que seu médico monitore regularmente o estado da coagulação durante o tratamento, uma vez que o uso de doses altas de concentrado de complexo protrombínico tem sido associado com ocorrência de infarto do miocárdio, coagulação intravascular disseminada, trombose venosa e embolia pulmonar. No caso de superdose, o risco de complicações tromboembólicas ou coagulação intravascular disseminada é aumentado em pacientes sob risco de sofrer estas complicações.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Data da bula

30/08/2017

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