Azatioprina


Azatioprina – Bula do remédio

Azatioprina com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Azatioprina têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Azatioprina devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

A 4Medic não vende nenhum tipo de medicamento

Referência

Imuran (GSK)

Apresentação de Azatioprina

Cartucho contendo 50 comprimidos revestidos de 50 mg.

Azatioprina – Indicações

Imuran é usado como um antimetabólito imunossupressor isolado ou, mais comumente,
em combinação com outros agentes (normalmente corticosteróides) e em procedimentos
que influenciam a resposta imunológica. O efeito terapêutico pode ser evidente apenas após
semanas ou meses, assim como pode incluir um efeito poupador de esteróide, reduzindo,
desta forma, a toxicidade associada com altas doses e o uso prolongado de
corticosteróides.
Imuran, em combinação com corticosteróides e/ou outros agentes e/ou procedimentos
imunossupressores, é indicado no controle de pacientes submetidos a transplantes de
órgãos, como transplante renal, cardíaco, hepático, e para reduzir a quantidade de
corticosteróides requerida por pacientes que receberam transplante renal.
Imuran isolado ou, mais comumente, em combinação com corticosteróides e/ou outros
procedimentos, tem sido usado com benefício clínico, (o qual pode incluir redução de dose
e/ou descontinuação de corticosteróides) em certo número de pacientes com as seguintes
patologias:
– artrite reumatóide grave;
– lupus eritematoso sistêmico;
– dermatomiosite/ polimiosite;
– hepatite crônica ativa auto-imune;
– pênfigo vulgar;
– poliarterite nodosa;
– anemia hemolítica auto-imune;
– púrpura trombocitopênica idiopática (PTI) refratária crônica.

Contra-indicações de Azatioprina

Imuran é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida à Azatioprina
ou a qualquer outro componente da fórmula. A hipersensibilidade à mercaptopurina
(mercaptopurina) deve alertar o médico quanto à provável hipersensibilidade ao Imuran.

Advertências

Controle
Existem riscos potenciais com o uso de Imuran. Ele deve ser prescrito somente se o paciente puder ser adequadamente controlado quanto aos efeitos tóxicos durante todo o
período de tratamento.
Durante as 8 primeiras semanas de tratamento, se forem usadas doses altas da medicação
ou se distúrbios renais e/ou hepáticos graves estiverem presentes, devem ser realizados
hemogramas completos, incluindo plaquetometria, semanalmente ou com maior freqüência.
Posteriormente, com o decorrer do tratamento, a freqüência dos hemogramas pode ser
reduzida, mas recomenda-se a repetição mensal ou no mínimo em intervalos não
superiores a 3 meses.
Os pacientes em tratamento com Imuran devem ser instruídos a relatar imediatamente
qualquer evidência de infecção, contusão ou sangramento inesperados ou quaisquer outras
eventuais manifestações de depressão da medula óssea.
Há indivíduos com uma deficiência hereditária da enzima tiopurina metil-transferase (TPMT)
que, em geral, podem ser mais sensíveis ao efeito mielossupressor da Azatioprina e, deste
modo, demonstrar predisposição para o desenvolvimento rápido de depressão da medula
óssea após o início do tratamento com Imuran. Este problema poderia ser agravado pela
co-administração de drogas que inibam a TPMT como olsalazina, mesalazina ou
sulfasalazina. Foi relatada a possibilidade de uma relação entre a diminuição da atividade
da TPMT e leucemias secundárias e mielodisplasia em indivíduos recebendo a
mercaptopurina (metabólito ativo da Azatioprina) em combinação com outros agentes
citotóxicos (ver Reações Adversas). Alguns laboratórios oferecem testes para deficiência de
TPMT, entretanto estes testes não têm se mostrado eficientes para identificar todos os
pacientes com risco de toxicidade grave. Desta forma, são necessários um monitoramento
constante e hemogramas contínuos.
Insuficiência renal e/ou hepática:
Tem sido sugerido que a toxicidade do Imuran pode ser aumentada pela presença de
insuficiência renal, mas estudos controlados não confirmaram esta possibilidade.
Todavia, recomenda-se que as dosagens usadas sejam reduzidas ao limite mínimo da faixa
de doses terapêuticas e que a resposta hematológica seja cuidadosamente monitorada. As
dosagens devem ser reduzidas novamente, caso ocorra toxicidade hematológica.
É necessário cuidado durante a administração de Imuran a pacientes com disfunção
hepática. Hemogramas completos regulares e testes da função hepática devem ser
realizados regularmente. Nestes pacientes, o metabolismo do Imuran pode se mostrar
prejudicado e a dosagem de Imuran deve, portanto, ser reduzida ao limite mínimo da faixa
de doses terapêuticas. A dosagem deve ser novamente reduzida caso ocorra toxicidade
hepática ou hematológica.
Evidências limitadas sugerem que Imuran não é benéfico em pacientes com deficiência de
hipoxantina-guanina-fosforibosiltransferase – ou HGFRT (Síndrome de Lesch-Nyhan).
Portanto, dado o metabolismo anormal destes pacientes, não é prudente recomendar que
usem Imuran.
Mutagenicidade
Anormalidades cromossômicas foram demonstradas em pacientes de ambos os sexos
tratados com Imuran. É difícil analisar o papel do Imuran no desenvolvimento destas
anormalidades.
Foram demonstradas anormalidades cromossômicas em linfócitos de descendentes de
pacientes tratados com Imuran, as quais desaparecem com o tempo. Exceto em casos
extremamente raros, nenhuma evidência conhecida de anormalidade física tem sido
observada em descendentes de pacientes tratados com Imuran.
A Azatioprina e a radiação ultravioleta exibiram efeitos clastogênicos sinérgicos em
pacientes tratados com Azatioprina para uma variedade de doenças.
Carcinogenicidade (ver Reações Adversas)
Os pacientes que recebem tratamento imunossupressor têm um risco aumentado de
desenvolver linfomas não-Hodgkin e outras malignidades, principalmente câncer de pele
(melanoma e não-melanoma), sarcoma (Kaposi e não-Kaposi) e câncer de colo do útero in
situ. O risco parece estar mais relacionado à intensidade e à duração da imunossupressão,
do que ao uso de algum agente específico. Foi relatado que a redução ou a descontinuação
da imunosupressão pode estar relacionada com uma regressão parcial ou completa de
linfomas não-Hodgkin e sarcomas de Kaposi.
Pacientes recebendo múltiplos agentes imunossupressores podem ter o risco de
imunossupressão excessiva; portanto, a terapia deve ser mantida na dosagem mínima
eficaz. Como geralmente acontece em pacientes com o risco aumentado de câncer de pele,
a exposição aos raios solares e à luz ultravioleta deve ser evitada e os pacientes devem
vestir roupas protetoras e usar protetor solar com alto fator de proteção.
Infecção pelo vírus da varicela zoster
A infecção pelo vírus da varicela zoster (VZV) pode ser grave durante a administração de
agentes imunossupressores.
Deve-se ter cuidado especialmente com relação ao seguinte.
Antes de iniciar a administração de imunossupressores, o médico deve checar se o paciente
tem histórico de infecção por varicela zoster. Testes sorológicos podem ser úteis para
determinar exposição anterior. Pacientes que não têm histórico de exposição ao vírus
devem evitar contato com indivíduos com varicela ou herpes zoster. Se o paciente for
exposto ao VZV, devem ser tomados cuidados especiais para evitar que os pacientes
desenvolvam varicela ou herpes zoster,e deve-se considerar a imunização passiva com
imunoglobulina de varicela zoster (VZIG).
Se o paciente for infectado por VZV, deve-se tomar medidas apropriadas, como terapia antiviral
e outras medidas de suporte.
Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os
médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas
quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os
cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.

Uso na gravidez de Azatioprina

O tratamento da insuficiência renal crônica através do transplante renal envolvendo a administração
de Imuran tem sido acompanhada pelo aumento da fertilidade tanto em homens quanto em
mulheres transplantadas.
Imuran não deve ser administrado a pacientes grávidas ou que pretendam engravidar, a não ser que
os benefícios se sobreponham aos riscos.
A evidência de teratogenicidade de Imuran é duvidosa. Assim como todas as quimioterapias
citotóxicas, devem ser adotadas medidas contraceptivas adequadas quando um dos parceiros está
recebendo Imuran.
Foram relatados nascimentos prematuros ou bebês abaixo do peso após a exposição materna ao
Imuran, particularmente em combinação com corticosteróides. Também foram relatados abortos
espontâneos após a exposição materna ou paterna ao Imuran.
A Azatioprina e seus metabólitos têm sido encontrados em baixas concentrações no sangue fetal e no
fluido amniótico após a administração materna de Imuran.
Leucopenia e/ou trombocitopenia têm ocorrido em certo número de neonatos cujas mães utilizaram
Imuran durante a gravidez. Deve-se ressaltar a necessidade de cuidado extra no monitoramento
hematológico durante a gravidez.
A mercaptopurina tem sido identificada no colostro e no leite materno de mães recebendo tratamento
com Azatioprina.

Interações medicamentosas de Azatioprina

alopurinol/ oxipurinol/ tiopurinol
A atividade da xantina-oxidase é inibida pelo alopurinol, oxipurinol e/ou tiopurinol, o que resulta em redução da conversão do ácido tioinosínico, biologicamente ativo, em ácido 6-
tioúrico, biologicamente inativo. Quando o alopurinol, oxipurinol e/ou tiopurinol são
administrados concomitantemente com a mercaptopurina ou Imuran, a dose de
mercaptopurina e Imuran deve ser reduzida para um quarto da dose original.
Agentes de bloqueio neuromuscular
Imuran pode potencializar o bloqueio neuromuscular produzido por agentes
despolarizantes, como a succinilcolina, e reduzir o bloqueio produzido por agentes nãodespolarizantes,
como a tubocurarina. Há uma considerável variação da potência desta
interação.
varfarina
Uma inibição do efeito anticoagulante da varfarina foi relatada quando administrada em
conjunto com Imuran.
Agentes citostáticos / mielossupressores
Quando possível, deve ser evitada a administração concomitante de drogas citostáticas ou
drogas que possam ter efeito mielossupressor como a penicilamina. Existem dados clínicos
conflitantes a respeito da interação entre Imuran e o co-trimoxazol, que poderia resultar
em uma grave anormalidade hematológica.
Houve um relato sugerindo que anormalidades hematológicas podem ocorrer com a
administração concomitante de Imuran e captopril.
Sugeriu-se que a cimetidina e a indometacina podem ter efeitos mielossupressores que
podem ser aumentados pela administração concomitante com Imuran.
Aminossalicilatos
Como existem evidências in vitro de que os derivados de aminossalicilatos (por exemplo,
olsalazina, mesalazina ou sulfasalazina) inibem a enzima TPMT (tiopurina metil transferase), eles devem ser administrados com cuidado a pacientes que estejam
recebendo terapia simultânea com Imuran (veja Precauções e Advertências).
Outras interações
Há evidências de que a furosemida pode prejudicar in vitro o metabolismo da Azatioprina
pelo tecido hepático humano. A relevância clínica deste achado ainda é desconhecida.
Vacinas
A atividade imunossupressora de Imuran pode resultar em uma resposta atípica e
potencialmente deletéria a vacinas vivas. Desta forma, a administração de vacinas vivas a
pacientes que estejam recebendo terapia com Imuran é, teoricamente, contra-indicada.
Tem-se observado uma redução da resposta a vacinas com agentes inativos, semelhante à
resposta à vacina contra a Hepatite B, em alguns pacientes tratados com uma combinação
de Azatioprina e corticosteróides.
Um pequeno estudo clínico indicou que as doses terapêuticas habituais de Imuran não
afetam deleteriamente a resposta a vacinas polivalentes para pneumococos, baseado na
avaliação da concentração média de anticorpos específicos anti-capsulares.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Azatioprina

Não existem documentações clínicas atuais sobre o efeito de Imuran que possam servir como base para determinar precisamente a freqüência da ocorrência de efeitos adversos.
Tem-se utilizado os seguintes parâmetros para classificação dos efeitos adversos:
Muito comuns: >= 10%
Comuns: >= 1% e = 0,1% e = 0,01% e Azatioprina em combinação com outros imunossupressores.
Incomum: viral, fúngica e infecções bacterianas em outros grupos de pacientes.
Pacientes recebendo Imuran como monoterapia ou em combinação com outros
imunossupressores, particularmente corticosteróides, tem demonstrado aumento na
sensibilidade a infecções virais, fúngicas e bacterianas, incluindo infecções graves e atípicas, como varicela, herpes zoster e por outros agentes infecciosos (veja Precauções e
Advertências).
Neoplasias benignas e malignas (incluindo pólipos e cistos)
Raros: neoplasias, incluindo linfomas não-Hodking, câncer de pele (melanoma e
não- melanoma), sarcomas (Kaposi e não-Kaposi), câncer de colo do
útero in situ, leucemia mielóide aguda e mielodisplasia (veja Precauções e
Advertências).
O risco de desenvolvimento de linfomas não-Hodking e outras neoplasias, principalmente
câncer de pele (melanoma e não-melanoma), sarcoma (Kaposi e não-Kaposi) e câncer de
colo do útero in situ, é aumentado em pacientes recebendo drogas imunossupressoras,
particularmente em pacientes transplantados recebendo tratamento agressivo. Nestes
casos, esta terapia deve ser mantida na dosagem mínima eficaz. O risco aumentado de
desenvolvimento de linfomas não-Hodking em pacientes com artrite reumatóide
imunossuprimidos, comparados com a população em geral, parece estar relacionado, pelo
menos em parte, com a própria doença.
Foram relatados raros casos de leucemia mielóide aguda e mielodisplasia (algumas em
associação com anormalidades cromossômicas).
Transtornos do sangue e do sistema linfático
Muito comuns: depressão da função da medula óssea, leucopenia.
Comum: trombocitopenia.
Incomum: anemia.
Raros: agranulocitose, pancitopenia, anemia aplástica, anemia megaloblástica,
hipoplasia eritrocítica.
Imuran pode estar associado a uma depressão dose-dependente e geralmente reversível,
da função da medula óssea, mais freqüentemente expressa como leucopenia; algumas
vezes, como anemia e trombocitopenia e raramente como agranulocitose, pancitopenia e
anemia aplástica. Isto ocorre particularmente em pacientes predispostos a mielotoxicidade,
assim como em pacientes com deficiência da enzima tiopurina metil tranferase (TPMT) e
insuficiência renal ou hepática e pacientes que não responderam a redução da dose de
Imuran quando em terapia concomitante com alopurinol.
Imuran está associado a aumentos reversíveis e dose-dependentes do volume médio
corpuscular e no conteúdo de hemoglobina dos glóbulos vermelhos. Foram observadas
alterações megaloblásticas da medula óssea, mas são raros os casos de anemia
megaloblástica e hipoplasia eritrocítica.
Transtornos do sistema imunológico
Incomum: reações de hipersensibilidade.
Muito raros: síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica.
Várias síndromes clínicas diferentes, as quais parecem ser de natureza idiossincrásica,
foram descritas ocasionalmente, após a administração de Imuran. Elas incluem mal-estar
generalizado, tontura, náuseas, vômitos, diarréia, febre, rigidez muscular, exantema,
vasculite, mialgia, artralgia, hipotensão, disfunção hepática e renal e colestase.
Em muitos casos, uma nova exposição à droga confirmou sua associação com o Imuran.
A suspensão imediata da Azatioprina, associada à implementação de suporte circulatório
quando apropriado, conduziu à recuperação na maioria dos casos. A presença de patologia
concomitante contribuiu para os raríssimos óbitos relatados.
Após uma reação de hipersensibilidade ao Imuran, a necessidade de continuar a
administração de Imuran deve ser cuidadosamente avaliada, com base nas condições
individuais do paciente.
Desordens respiratórias, torácicas e mediastínicas
Muito raro: pneumonia reversível.
Desordens gastrintestinais
Muito raro: náusea.
Incomum: pancreatite.
Muito raros: colite, diverticulite e perfuração do intestino foram relatadas em
transplantados; diarréia grave em pacientes com doenças inflamatórias
intestinais.
Uma minoria de pacientes apresentou náuseas quando recebeu Imuran pela primeira vez.
Isto pode ser aliviado pela administração dos comprimidos após as refeições.
Complicações graves, incluindo colite, diverticulite e perfuração intestinal, foram descritas
em transplantados, na vigência de terapia imunossupressora. Entretanto, a etiologia não
está claramente estabelecida e altas doses de corticosteróides podem estar envolvidas.
Diarréia grave reaparecendo após nova exposição à droga, foi relatada em pacientes
tratados com Imuran para doenças inflamatórias intestinais. A possibilidade da
exacerbação dos sintomas estar relacionada à droga deve ser levada em consideração
nestes casos.
Pancreatite tem sido descrita em uma pequena percentagem de pacientes em terapia com
Imuran, particularmente em pacientes com transplante renal e que apresentam doença
inflamatória intestinal. Há dificuldades em relacionar a pancreatite à administração de uma droga em particular, embora, em alguns casos, uma nova exposição à droga tenha
confirmado uma associação causal com Imuran.
Transtornos hepatobiliares
Incomuns: colestase e deterioração das provas de função hepática.
Raro: danos hepáticos potencialmente fatais.
Colestase e deterioração da função hepática têm sido ocasionalmente relatadas em
associação com a terapia com Imuran e são usualmente reversíveis com a
descontinuação da terapia. Isto pode estar associado com sintomas de reação de
hipersensibilidade (veja Reações Adversas ? Desordens do Sistema Imune).
Transtornos hepáticos potencialmente fatais associados à administração crônica de
Imuran foram raramente descritos em pacientes transplantados. Achados histológicos
incluem dilatação sinusal, peliose hepática, doença veno-oclusiva e hiperplasia nodular
regenerativa. Em alguns casos a suspensão do tratamento com Imuran tem resultado em
uma melhora temporária ou permanente da histologia hepática e dos sintomas.
Transtornos da pele e do tecido subcutâneo
Raro: alopécia.
A queda de cabelos foi descrita em um certo número de pacientes recebendo Imuran e
outros agentes imunossupressores. Em muitos casos, o quadro resolveu-se
espontaneamente mesmo com a continuação da terapia. A relação entre a alopécia e o
tratamento com Imuran é incerta.

Azatioprina – Posologia

ADULTOS
Transplante
Dependendo do regime imunossupressor adotado, recomenda-se, em geral, uma dose até 5 mg/kg de peso corporal/dia, por via oral no primeiro dia.
A dose de manutenção pode variar entre 1 e 4 mg/kg de peso corporal/dia, por via oral, e
deve ser ajustada de acordo com as necessidades clínicas e com a tolerância hematológica.
As evidências disponíveis parecem indicar que o tratamento com Imuran deve ser mantido
indefinidamente, mesmo que apenas sejam necessárias doses baixas, devido ao risco de
rejeição do transplante.
Outras indicações
Geralmente, a dose inicial é de 1-3 mg/kg de peso corporal/dia e deve ser ajustada dentro
destes limites, dependendo da resposta clínica (que pode ser evidente em semanas ou
meses) e da tolerância hematológica.
Quando a resposta terapêutica for evidente, deve-se considerar uma redução da dose de
manutenção até o nível mais baixo compatível com a manutenção daquela resposta. Se não
ocorrer nenhuma melhora nas condições do paciente dentro de 3 meses, deve-se considerar a suspensão de Imuran. A dose de manutenção necessária pode variar em
menos de 1 mg a 3 mg/kg de peso corporal/dia, dependendo da condição clínica em
tratamento e da resposta individual do paciente, inclusive a tolerância hematológica.
CRIANÇAS
Transplantes e outras indicações
Devem ser seguidas as mesmas dosagens indicadas para adultos.
IDOSOS
Não existem muitos dados de experiência clínica em relação à administração de Imuran a
pacientes idosos. Apesar dos dados disponíveis não gerarem evidências de que a
incidência de reações adversas em pacientes idosos seja maior que entre os pacientes
tratados com Imuran, é recomendado que as dosagens usadas sejam as menores
possíveis dentro da faixa recomendada.
Particularmente deve-se tomar cuidado ao se monitorar a resposta hematológica e ao
reduzir a dose de manutenção até o mínimo requerido para obtenção da resposta clinica.
INSUFICIÊNCIA RENAL E/OU HEPÁTICA
Em pacientes com insuficiência renal e/ou hepática, as doses devem estar no limite mínimo
da faixa recomendada. (ver Precauções e Advertências).

Superdosagem

Infecção sem causa aparente, ulceração na garganta, contusão e sangramento são os principais sinais de superdosagem de Imuran e resultam da depressão da medula óssea,
que pode ser máxima após 9-14 dias. Estes sinais têm maior possibilidade de manifestar-se após superdosagem crônica do que após uma única superdosagem. Houve um relato de um paciente que ingeriu uma dose única de 7,5g de Azatioprina. Os efeitos tóxicos imediatos
desta superdosagem consistiram em náuseas, vômitos e diarréia, seguidos por leucopenia
moderada e anormalidades moderadas da função hepática. A recuperação ocorreu sem
problemas.
Não há antídoto específico. A lavagem gástrica seguida de monitoramento, inclusive
hematológico, se faz necessária para permitir o rápido tratamento de qualquer reação
adversa que possa se desenvolver. A importância da diálise em pacientes que fizeram uso
de uma superdosagem de Imuran é desconhecida, embora a Azatioprina seja parcialmente
dialisável.

Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas
Mecanismo de ação
Embora os mecanismos precisos de ação ainda não tenham sido elucidados, alguns
mecanismos sugeridos incluem:
– liberação da mercaptopurina, que age como um antimetabólito de purina;
– possível bloqueio de grupos – SH por alquilação;
– inibição de diversas vias na biossíntese de ácidos nucléicos, impedindo a proliferação
de células envolvidas na determinação e ampliação da resposta imunológica;
– dano ao ácido desoxirribonucléico (DNA), através da incorporação de tioanálogos da
purina.
Devido a esses mecanismos, o efeito terapêutico de Imuran pode tornar-se evidente
apenas após semanas ou meses de tratamento.
Efeitos farmacodinâmicos
A Azatioprina é um derivado imidazólico da mercaptopurina (mercaptopurina). A atividade do
radical metilnitroimidazol, um metabólito da Azatioprina, não foi claramente definida.
Todavia, em vários sistemas, ele parece modificar a atividade da Azatioprina, quando
comparada com a molécula de mercaptopurina.
As concentrações plasmáticas da Azatioprina e da mercaptopurina não estão bem
correlacionadas com a eficácia terapêutica e a toxicidade da Azatioprina e portanto, não têm
valor prognóstico.
Propriedades farmacocinéticas
Absorção
Quando administrada oralmente, Azatioprina parece ser bem tolerada no trato gastrintestinal
superior.
Distribuição
Estudos em camundongos com a 35S-Azatioprina não mostraram concentrações
anormalmente elevadas em nenhum tecido em particular; entretanto, uma pequena
concentração de 35S foi encontrada no cérebro.
Os nucleotídeos formados pela metabolização da Azatioprina não atravessam as
membranas celulares e, por esta razão, não circulam nos fluidos corporais.
Metabolismo
A Azatioprina é rapidamente metabolizada in vivo, gerando mercaptopurina e um radical de
metilnitroimidazol. A molécula de mercaptopurina prontamente cruza as membranas
celulares e é convertida intracelularmente em uma série de tioanálogos da purina, que inclui
o seu principal nucleotídeo ativo, o ácido tioinosínico. A taxa de conversão varia de um
indivíduo para o outro. A oxidação da mercaptopurina ao metabólito inativo, ácido tiúrico, é
catalisada pela xantina-oxidase, uma enzima que é inibida pelo alopurinol.
Eliminação
A mercaptopurina é eliminada principalmente como metabólito oxidado inativo, na forma de
ácido tiúrico, independentemente de ser administrada diretamente ou ser derivada in vivo da
Azatioprina.

Resultados de eficácia

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

CRIANÇAS
Transplantes e outras indicações
Devem ser seguidas as mesmas dosagens indicadas para adultos.
IDOSOS
Não existem muitos dados de experiência clínica em relação à administração de Imuran a pacientes
idosos. Apesar dos dados disponíveis não gerarem evidências de que a incidência de reações
adversas em pacientes idosos seja maior que entre os pacientes tratados com Imuran, é
recomendado que as dosagens usadas sejam as menores possíveis dentro da faixa recomendada.
Particularmente deve-se tomar cuidado ao se monitorar a resposta hematológica e ao reduzir a dose
de manutenção até o mínimo requerido para obtenção da resposta clinica.
INSUFICIÊNCIA RENAL E/OU HEPÁTICA
Em pacientes com insuficiência renal e/ou hepática, as doses devem estar no limite mínimo da faixa
recomendada. (ver Precauções e Advertências).

Armazenagem

Mantenha o medicamento em sua embalagem original, em temperatura abaixo de 25ºC e protegido da luz.

Dizeres legais

Fabricado por: Heumann PCS GmbH – Nuremberg, Baviera, Alemanha
Importado, embalado e distribuído por:
GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
Serviço de Atendimento ao
Consumidor
0800-701-2233
Discagem Direta Gratuita
Estrada dos Bandeirantes, 8.464 Rio de Janeiro ? RJ
CNPJ: 33.247.743/0001-10
Indústria Brasileira
Farm. Resp.: Milton de Oliveira
CRF-RJ nº 5522
M.S: 1.0107.0186

Data da bula

Jul 25 2005 12:00AM

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