Adalat


Adalat – Bula do remédio

Adalat com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Adalat têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Adalat devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

A 4Medic não vende nenhum tipo de medicamento

Laboratório

Bayer

Referência

Nifedipino 10 mg

Apresentação de Adalat

FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES

USO ADULTO – USO ORAL

Frasco com 30, 60 ou 90 cápsulas gelatinosas de liberação rápida de 10 mg.

Adalat – Indicações

??Doença arterial coronária:

– Angina do peito crônica estável (angina de esforço).

– Angina do peito vasoespástica (angina de Prinzmetal e angina variante).

??Hipertensão essencial.

??Crise hipertensiva.

??Nos pacientes com hipertensão essencial ou angina do peito estável crônica tratados com as

formas de liberação rápida de nifedipino (Adalat® cápsulas 10 mg) podem ocorrer aumento

dependente da dose no risco de complicações cardiovasculares (por exemplo, infarto do

miocárdio) e de mortalidade. Por isso, o nifedipino somente deve ser utilizado para tratamento de

pacientes com hipertensão essencial ou angina do peito estável crônica se nenhum outro

tratamento for apropriado.

Contra-indicações de Adalat

Conhecida hipersensibilidade ao nifedipino ou a qualquer dos excipientes, choque cardiovascular e

em associação com a rifampicina, pois, devido à indução enzimática, o nifedipino pode não atingir

níveis plasmáticos eficazes (veja ?Interações Medicamentosas?).

O nifedipino não deve ser usado na gravidez até a 20ª semana e na amamentação.

O nifedipino em cápsulas de liberação rápida é contra-indicado em angina do peito instável e nas

quatro semanas iniciais após infarto agudo do miocárdio.

Advertências

Cuidados adicionais devem ser dispensados a pacientes com níveis muito baixos de pressão

arterial (hipotensão grave, com pressão sistólica inferior a 90 mmHg), em casos de insuficiência

cardíaca manifesta e em caso de estenose aórtica grave.

O tratamento com a formulação de liberação rápida de nifedipino pode induzir queda excessiva da

pressão sangüínea, com taquicardia reflexa, o que pode resultar em complicações

cardiovasculares.

Tal como ocorre com outras substâncias vasoativas, em casos muito raros o uso de nifedipino de

liberação rápida pode causar angina do peito (dados obtidos de relatos espontâneos),

especialmente no início do tratamento. Dados de estudos clínicos confirmam que a ocorrência de

crises de angina do peito é incomum. Em pacientes que já sofrem de angina do peito pode ocorrer

um aumento de freqüência, duração e gravidade da afecção, especialmente no início do

tratamento. Têm-se documentado casos isolados de infarto do miocárdio, ainda que não seja

possível diferenciá-lo da história natural da doença subjacente.

Não há dados de estudos adequadamente controlados sobre a segurança e eficácia deste

medicamento em mulheres grávidas (veja ?Gravidez e Lactação?). Constatou-se nos estudos em

animais uma série de efeitos tóxicos para o embrião, a placenta e o feto (veja ?Dados Pré-Clínicos

de Segurança?) após administração do medicamento durante ou após o período organogenético.

De acordo com os dados clínicos, não se identificou nenhum risco pré-natal específico, embora

haja relatos de aumento de asfixia perinatal e partos por cesárea, assim como prematuros e

retardamento do crescimento intra-uterino. Não está claro se estes relatos são devidos a

hipertensão subjacente, ao seu tratamento ou a um efeito específico do medicamento.

As informações disponíveis são insuficientes para descartar possíveis efeitos adversos do

medicamento ao feto e ao recém-nascido. Por isso, todo uso após a 20ª semana de gestação

exige uma avaliação individual muito cuidadosa do risco-benefício e somente se considerará se

nenhuma das outras opções de tratamento for indicada ou se elas foram ineficazes.

Deve-se monitorar cuidadosamente a pressão arterial, inclusive ao se administrar o nifedipino com

sulfato de magnésio por via intravenosa, pela possibilidade de uma queda excessiva da pressão

arterial, que poderá ser prejudicial a mãe e o feto.

Deve-se efetuar monitoração cuidadosa em pacientes com disfunção hepática e, em casos graves,

pode ser necessário reduzir a dose.

O nifedipino é metabolizado pelo sistema citocromo P450 3A4. Os fármacos que inibem ou

induzem esse sistema enzimático podem modificar a primeira passagem ou a depuração de

nifedipino (veja ?Interações Medicamentosas?).

Os fármacos que inibem o sistema citocromo P450 3A4 de forma leve ou moderada e podem

aumentar as concentrações plasmáticas de nifedipino são, por exemplo:

??antibióticos macrolídeos (p.ex. eritromicina),

??inibidores da protease anti-HIV (p.ex. ritonavir),

??antimicóticos azólicos (p.ex. cetoconazol),

??antidepressivos nefazodona e fluoxetina,

??quinupristina/dalfopristina,

??ácido valpróico,

??cimetidina.

Na co-administração com algum desses fármacos deve-se monitorar a pressão arterial e, se

necessário, considerar a redução da dose de nifedipino.

A eficácia deste medicamento depende da capacidade funcional do paciente.

Uso na gravidez de Adalat

Gravidez

O nifedipino é contra-indicado antes da 20ª semana de gravidez (veja ?Contra-Indicações?). Não há

estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Sua administração em animais foi

associada a efeitos embriotóxicos, fetotóxicos e teratogênicos (veja ?Dados pré-clínicos de

Segurança?).

Fertilidade

Em casos isolados de fertilização in vitro, o uso de antagonistas do cálcio como o nifedipino

associou-se a alterações bioquímicas reversíveis do núcleo do espermatozóide, que podem

resultar em disfunção espermática. Nos homens, que repetidamente, não têm sucesso em gerar

uma criança por fertilização in vitro, e quando não há outras causas que justifiquem o insucesso, o

nifedipino deve ser considerado como causa da falha.

Lactação

O nifedipino é eliminado no leite materno. Como não há experiência dos seus efeitos sobre o

lactente, a amamentação deverá ser suspensa se o tratamento com nifedipino se tornar

necessário.

Interações medicamentosas de Adalat

Fármacos que alteram o nifedipino

O nifedipino é metabolizado por meio do sistema citocromo P450 3A4, localizado tanto na mucosa

intestinal quanto no fígado. Drogas conhecidas por inibir ou induzir esse sistema enzimático

podem, portanto, alterar o efeito de primeira passagem (após a administração oral) ou a depuração

do nifedipino (veja ?Advertências e Precauções?).

Deverão considerar-se a extensão e a duração das interações quando se administrar nifedipino

junto com os seguintes fármacos:

A rifampicina induz acentuadamente o sistema citocromo P450 3A4. Quando administrada

simultaneamente com rifampicina, a biodisponibilidade do nifedipino é reduzida e, portanto, sua

eficácia diminui. O uso de nifedipino em associação com a rifampicina é, portanto, contra-indicado

(veja ?Contra-Indicações?).

Na co-administração de alguns dos seguintes inibidores leves a moderados do sistema citocromo

P450 3A4 deve-se monitorar a pressão arterial e, se necessário, considerar a redução da dose de

nifedipino (veja ?Posologia?).

Antibióticos macrolídeos (p. ex. eritromicina)

Não há estudos de interação entre o nifedipino e os antibióticos macrolídeos. Sabe-se que alguns

antibióticos macrolídeos inibem o metabolismo de outros fármacos mediados pela isoenzima 3A4

do citocromo P450. Portanto não se pode excluir a possibilidade de aumento das concentrações

plasmáticas de nifedipino ao se associar ambos os fármacos (veja ?Advertências e Precauções?).

Apesar da semelhança estrutural com o grupo dos antibióticos macrolídeos, a azitromicina não

inibe o CYP 3A4.

Inibidores da protease anti-HIV (p. ex. ritonavir)

Ainda não há estudo clínico sobre a possível interação farmacológica entre o nifedipino e alguns

inibidores da protease anti-HIV. Sabe-se que os fármacos deste grupo inibem o sistema citocromo

P450 3A4. Além disso, comprovou-se que esses fármacos inibem in vitro o metabolismo do

nifedipino, mediado por CYP 3A4. Se forem administrados junto com nifedipino, não se pode

excluir um aumento significativo das concentrações plasmáticas deste devido ao metabolismo de

primeira passagem e à redução na eliminação (veja ?Advertências e Precauções?).

Antimicóticos azólicos (p. ex. cetoconazol)

Ainda não há estudos formais de interação sobre a possível interação farmacológica entre

nifedipino e alguns antimicóticos azólicos. Sabe-se que esse grupo de fármacos inibe o sistema

citocromo P450 3A4. Se administrados por via oral junto com nifedipino, não se pode excluir um

aumento substancial na biodisponibilidade sistêmica deste último, por diminuição do metabolismo

de primeira passagem (veja ?Advertências e Precauções?).

fluoxetina

Não há ainda estudos clínicos sobre a possível interação farmacológica entre nifedipino e

fluoxetina. Sabe-se que a fluoxetina inibe in vitro o metabolismo de nifedipino pelo citocromo

CYP3A4. Portanto não se pode excluir um aumento das concentrações plasmáticas de nifedipino

na co-administração de ambos os fármacos (veja ?Advertências e Precauções?).

nefazodona

Não há ainda estudos clínicos sobre a possível interação farmacológica entre nifedipino e

nefazodona. Sabe-se que a nefazodona inibe o metabolismo de outros fármacos pelo citocromo

CYP3A4. Portanto não se pode excluir um aumento das concentrações plasmáticas de nifedipino

na co-administração de ambos os fármacos (veja ?Advertências e Precauções?).

quinupristina/dalfopristina

A administração simultânea de quinupristina/dalfopristina e nifedipino pode aumentar as

concentrações plasmáticas de nifedipino (veja ?Advertências e Precauções?).

ácido valpróico

Não há estudos formais sobre a possível interação entre nifedipino e ácido valpróico. Sabe-se que

o ácido valpróico aumenta por inibição enzimática as concentrações plasmáticas de um

antagonista de cálcio de estrutura semelhante, o nimodipino; portanto não se pode excluir um

aumento das concentrações plasmáticas de nifedipino e, em conseqüência, de sua eficácia (veja

?Advertências e Precauções?).

cimetidina

A cimetidina inibe o citocromo P450 3A4, elevando as concentrações plasmáticas de nifedipino, e

pode potencializar seu efeito anti-hipertensivo (veja ?Advertências e Precauções?).

Outros estudos

cisaprida

A administração simultânea de cisaprida e nifedipino pode aumentar as concentrações plasmáticas

de nifedipino.

Fármacos antiepilépticos indutores do sistema citocromo P450 3A4, como fenitoína,

carbamazepina e fenobarbital

A fenitoína induz o sistema citocromo P450 3A4. A co-administração com fenitoína diminui a

biodisponibilidade de nifedipino e reduz sua eficácia. Ao administrar simultaneamente ambos os

fármacos, deve-se monitorar a resposta clínica ao nifedipino e, se necessário, considerar o

aumento de sua dose. Se a dose for aumentada durante a co-administração de ambos os

fármacos, ela deverá ser reduzida ao se suspender o tratamento com a fenitoína.

Não há estudos formais sobre a possível interação entre nifedipino e carbamazepina ou

fenobarbital. Esses dois últimos reduzem por indução enzimática as concentrações plasmáticas de

um antagonista de cálcio de estrutura similar, o nimodipino, portanto não se pode descartar uma

queda nas concentrações plasmáticas de nifedipino e, em conseqüência, de sua eficácia.

Efeitos de nifedipino sobre outros fármacos

Fármacos anti-hipertensivos

O nifedipino pode acentuar o efeito redutor da pressão arterial de outros anti-hipertensivos

administrados concomitantemente, como:

??diuréticos,

??beta-bloqueadores,

??inibidores da ECA,

??antagonistas do receptor AT-1,

??outros antagonistas de cálcio,

??bloqueadores alfa-adrenérgicos,

??inibidores da PDE5,

??alfa-metildopa.

Ao se administrar nifedipino simultaneamente com beta-bloqueadores, o paciente deverá ser

monitorado cuidadosamente, pois em casos isolados observou-se uma deterioração da

insuficiência cardíaca.

digoxina

A administração simultânea de nifedipino e digoxina pode reduzir a depuração desta última e

aumentar suas concentrações plasmáticas. Portanto, deve-se monitorar com cautela os sintomas

de sobredose de digoxina e, se necessário, diminuir a dose do glicosídeo, levando-se em

consideração a concentração plasmática da digoxina.

quinidina

Ao se administrar simultaneamente nifedipino e quinidina, as concentrações plasmáticas desta

diminuem. Quando se suspende o nifedipino, observa-se em alguns pacientes um aumento

significativo das concentrações plasmáticas de quinidina. Por esse motivo, sempre que se

adicionar ou suspender o nifedipino, recomenda-se monitorar as concentrações plasmáticas de

quinidina e, se necessário, ajustar sua dose. Alguns autores relatam um aumento das

concentrações plasmáticas de nifedipino após a co-administração de ambos os medicamentos,

enquanto outros não observaram nenhuma modificação na farmacocinética de nifedipino.

Portanto, deve-se monitorar cuidadosamente a pressão arterial ao adicionar quinidina ao

tratamento com nifedipino. Se necessário, deve-se reduzir a dose de nifedipino.

tacrolimo

Sabe-se que o tacrolimo é metabolizado por meio do sistema citocromo P450 3A4. Os dados

recém publicados indicam que às vezes é necessário reduzir a dose de tacrolimo quando é

administrado junto com nifedipino. Quando co-administrar ambos os fármacos, deve-se monitorar

as concentrações plasmáticas de tacrolimo e, se preciso, considerar a redução de sua dose.

Interações fármaco-alimentos

Suco de toronja (grapefruit): inibe o citocromo P450 3A4. A ingestão concomitante de suco de

toronja e nifedipino resulta em concentrações plasmáticas elevadas e prolonga a ação do

nifedipino devidas à redução no metabolismo de primeira passagem. Como conseqüência, o efeito

hipotensor pode aumentar. Após a ingestão regular de suco de toronja, esse efeito pode

permanecer por até três dias após a última ingestão. Portanto, evitar a ingestão de toronja durante

o tratamento com nifedipino (veja ?Modo de Usar?).

Outras formas de interação: O nifedipino pode causar um falso aumento dos valores de ácido

vanililmandélico urinário determinados espectrofotometricamente. Contudo, as determinações

feitas por HPLC não são afetadas.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: reações à droga, que variam em

intensidade de indivíduo para indivíduo, podem reduzir a capacidade de dirigir veículos ou de

controlar máquinas. Isso pode ocorrer sobretudo no início do tratamento, na mudança de

medicação ou sob ingestão alcoólica simultânea.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Adalat

Seguem abaixo as reações adversas ao fármaco relatadas nos estudos clínicos de nifedipino

controlados por placebo, classificadas por categoria de freqüência de CIOMS III (base de dados de

pesquisa clínica: nifedipino n = 2.661; placebo n = 1.486; dados de 22/02/2006 e estudo ACTION:

nifedipino n = 3.825; placebo n = 3.840).

As reações adversas ?freqüentes? foram observadas com freqüência inferior a 3%, com exceção de

edema (9,9%) e cefaléia (3,9%).

As reações adversas relatadas após a comercialização (dados de 31/03/2006) estão impressas em

itálico e negrito.

Descrição clínica Freqüente ?1%

a
Pouco freqüente

>0,1% a
Rara

>0,01% a

Muito rara

Distúrbios do sistema imunológico

Reações de

hipersensibilidade

aguda

Reação alérgica

Edema alérgico/

Angioedema (incl.

edema de laringe*)

Prurido

Urticária

Exantema

Reação

anafilática/

anafilactóide

Distúrbios psiquiátricos

Alterações do

comportamento e do

sono

Reações de

ansiedade

Transtornos do

sono

Distúrbios do sistema nervoso

Sintomas

cerebrovasculares

inespecíficos

Cefaléia Vertigem

Enxaqueca

Sintomas neurológicos

inespecíficos

Tontura

Tremor

Alteração inespecífica

da percepção periférica

Parestesia/

disestesia

Distúrbios oculares

Distúrbios oculares

inespecíficos

Alterações visuais

Distúrbios cardíacos

Arritmias inespecíficas Taquicardia

Palpitações

Distúrbios vasculares

Sintomas vasculares

inespecíficos

Edema

Vasodialatação

Hipotensão

Síncope

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastínicos

Sintomas das vias

respiratórias superiores

Epistaxe

Congestão nasal

Dispnéia

Distúrbios gastrintestinais

Sintomas

gastrintestinais

Constipação Dor abdominal e

gastrintestinal

Náusea

Dispepsia

Flatulência

Secura bucal

Hiperplasia

gengival

Vômito

Distúrbios hepatobiliares

Reações hepáticas leves

a moderadas

Aumento

transitório de

enzimas hepáticas

Lesões da pele e do tecido subcutâneo

Reações cutâneas

inespecíficas

Eritema

Distúrbios músculo-esqueléticos, ósseos e do tecido conjuntivo

Alterações inespecíficas

de articulações e

músculos

Câimbras

musculares

Tumefação

articular

Distúrbios nefrourológicos

Distúrbios urinários Poliúria

Disúria

Distúrbios do sistema reprodutivo e glândulas mamárias

Disfunção sexual Disfunção erétil

Distúrbios gerais e no local de administração

Sensação geral de malestar

Sensação de

mal-estar

Dor inespecífica

Calafrios

* pode resultar em complicação potencialmente fatal.

Adalat – Posologia

Sempre que possível, o tratamento deve ser individualizado de acordo com a gravidade da doença

e a resposta do paciente.

Dependendo do quadro clínico em cada caso, a dose deve ser introduzida gradualmente. Em

pacientes com disfunção hepática, deve-se fazer monitoração cuidadosa; em casos graves pode

haver necessidade de redução da dose.

A titulação da dose é recomendada a pacientes hipertensos com doença cerebrovascular grave e a

pacientes que, por seu baixo peso corpóreo ou por múltiplas terapias com drogas antihipertensivas,

sejam mais propensos a apresentar resposta excessiva ao nifedipino. Salvo

prescrição médica em contrário, recomendam-se a adultos as seguintes doses:

1. Doença arterial coronária:

Angina do peito estável (angina de esforço): 1 cápsula de Adalat®, 3 x por dia (3 x 10 mg/dia)

Angina vasoespástica (de Prinzmetal ou variante): 1 cápsula de Adalat®, 3 x por dia (3 x 10

mg/dia)

Caso necessário, a dose pode ser aumentada até o máximo de 60 mg por dia.

2. Hipertensão essencial:

1 cápsula de Adalat®, 3 x por dia (3 x 10 mg/dia)

Caso necessário, a dose pode ser aumentada até o máximo de 60 mg por dia.

3. Crise hipertensiva:

1 cápsula de Adalat® 10 mg como dose única

Em caso de diagnóstico confirmado de urgência hipertensiva (sem acometimento de órgão-alvo): 1

cápsula de Adalat® 10 mg como dose única.

Em caso de diagnóstico confirmado de urgência hipertensiva (com acometimento de órgão-alvo):

Atendimento primário: 1 cápsula de Adalat® 10 mg como dose única.

Atendimento secundário: 1 cápsula de Adalat® 10 mg como dose única, seguida de infusão

intravenosa de nitroglicerina, clonidina ou diidralazina como tratamento secundário, e nitroprussiato

de sódio endovenoso como tratamento terciário.

Se o efeito for insuficiente, dependendo do comportamento da pressão arterial, pode-se

administrar 1 cápsula adicional após 30 minutos. Se os intervalos forem muito curtos e/ou as doses

maiores, pode ocorrer hipotensão grave.

Na co-administração com inibidores ou indutores de CYP 3A4 pode caber a recomendação de

adaptar a dose de nifedipino ou de não usá-lo (veja ?Interações Medicamentosas?).

Duração do tratamento

O médico determinará a duração do tratamento.

Em decorrência de sua pronunciada ação antiisquêmica e anti-hipertensiva, Adalat® cápsulas deve

ser retirado gradualmente, particularmente quando forem empregadas doses mais elevadas.

Superdosagem

Os seguintes sintomas são observados nos casos de intoxicação grave por nifedipino: alterações

da consciência até coma, hipotensão, taquicardia, bradicardia ou arritmias, hiperglicemia, acidose

metabólica, hipóxia e choque cardiogênico com edema pulmonar. No tratamento, a eliminação da

droga e o restabelecimento das condições cardiovasculares são prioritários.

No caso de ingestão oral, indica-se lavagem gástrica com ou sem irrigação do intestino delgado.

Nos casos de intoxicação com nifedipino a eliminação deve ser a mais completa possível, incluindo

o intestino delgado, para impedir a absorção subseqüente da substância ativa. A hemodiálise não

se aplica aqui, uma vez que o nifedipino não é dialisável; contudo, a plasmaférese é aconselhável

(alta ligação às proteínas plasmáticas e volume relativamente baixo de distribuição).

Alterações da freqüência cardíaca (bradicardia) podem ser tratadas sintomaticamente com ßsimpatomiméticos;

nos casos em que tais arritmias envolvam risco de vida, é aconselhável o uso

temporário de marca-passo.

A hipotensão resultante do choque cardiogênico e da vasodilatação arterial pode ser tratada com

cálcio, 10 ml a 20 ml de solução de gluconato de cálcio a 10, EV, administrado lentamente e

repetido, se preciso. Como resultado, os níveis séricos de cálcio podem atingir os limites

superiores da faixa normal ou mesmo mostrarem-se ligeiramente elevados. Se a elevação da

pressão sangüínea com a administração de cálcio for insuficiente, podem ser administradas drogas

vasoconstritoras simpatomiméticas (dopamina ou noradrenalina). As doses dessas drogas são

determinadas pelo efeito obtido.

A reposição de volume ou de líquidos deve ser feita considerando a sobrecarga cardíaca.

Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

O nifedipino é um antagonista do cálcio do tipo 1,4-diidropiridina. Os antagonistas do cálcio

reduzem o influxo transmembranoso de íons de cálcio para o interior da célula através do canal

lento de cálcio. O nifedipino age particularmente nas células do miocárdio e nas células da

musculatura lisa das artérias coronárias e dos vasos de resistência periférica.

No coração, o nifedipino dilata as artérias coronárias, especialmente os vasos de grande

condutância, mesmo no segmento da parede livre de áreas parcialmente acometidas de estenose.

Além disso, o nifedipino reduz o tônus da musculatura lisa vascular nas artérias coronárias e evita

vasoespasmos. O resultado final é o aumento do fluxo sangüíneo pós-estenótico e maior

suprimento de oxigênio. Paralelamente a isso, o nifedipino reduz a necessidade de oxigênio com a

redução da pós-carga. Em uso prolongado, o nifedipino também pode prevenir o desenvolvimento

de novas lesões ateroscleróticas nas artérias coronárias.

O nifedipino reduz o tônus da musculatura lisa das arteríolas, diminuindo desta forma a resistência

periférica excessiva e, conseqüentemente, a pressão arterial. No início do tratamento com

nifedipino pode haver aumento reflexo transitório da freqüência cardíaca e, portanto, no débito

cardíaco. No entanto, este aumento não é suficiente para compensar a vasodilatação. O nifedipino

aumenta também a excreção de sódio e água, tanto no tratamento de curto prazo como no

prolongado. O efeito de redução da pressão arterial do nifedipino é particularmente pronunciado

em pacientes hipertensos.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

O nifedipino é absorvido imediatamente e quase completamente após administração oral. A

disponibilidade sistêmica de nifedipino de administração oral é de 45 ? 56%, devido ao efeito de

primeira passagem. Atingem-se as concentrações séricas e plasmáticas máximas em 30 a 60 min.

A administração com alimentos retarda, mas não reduz a absorção.

Distribuição

O nifedipino liga-se em 95% às proteínas plasmáticas (albumina). A meia-vida de distribuição após

administração intravenosa varia de 5 a 6 minutos.

Biotransformação

Após administração oral, o nifedipino é metabolizado na parede intestinal e no fígado, sobretudo

por meio de processos oxidativos. Esses metabólitos não apresentam atividade farmacodinâmica.

Excreta-se o nifedipino na forma de metabólitos, predominantemente através dos rins, e cerca de 5

? 15% através da bílis nas fezes. Na urina recuperam-se somente traços da substância intacta

(menos de 0,1%).

Eliminação

A meia-vida terminal de eliminação da formulação convencional de cápsula de nifedipino é de 1,7 a

3,4 horas. Não há relatos de acúmulo da substância após tratamento prolongado com as doses

habituais. Não se detectaram alterações substanciais nos pacientes com disfunção renal

comparados com voluntários sadios. A meia-vida de eliminação é nitidamente prolongada e reduzse

a depuração total nos casos de disfunção hepática. Poderá ser necessário diminuir as doses se

a disfunção for grave.

Dados pré-clínicos de segurança

Os dados pré-clínicos baseados nos estudos convencionais de toxicidade de doses únicas e

múltiplas, de genotoxicidade e de potencial carcinogênico não revelam nenhum dano especial a

humanos.

Toxicidade reprodutiva

Comprovou-se que o nifedipino é teratogênico em ratos, camundongos e coelhos por induzir

deformidades digitais, malformações das extremidades, fendas palatinas, fendas esternais e

malformações das costelas.

As deformidades digitais e as malformações das extremidades são provavelmente resultado do

comprometimento do fluxo sangüíneo uterino, mas também se observou entre os animais que

somente haviam recebido nifedipino após o término do período organogenético.

A administração de nifedipino foi associada a diversos efeitos embriotóxicos, placentotóxicos e

fetotóxicos, como atrofia fetal (ratos, camundongos e coelhos), placentas pequenas e vilosidades

coriônicas pouco desenvolvidas (macacos), mortes embrionárias e fetais (ratos, camundongos e

coelhos) e prolongação da gestação/diminuição da sobrevivência neonatal (ratos; não se avaliou

outra espécie). Todas as doses associadas a efeitos teratogênicos, embriotóxicos ou fetotóxicos

em animais produziram toxicidade materna e eram muitas vezes superiores à dose máxima

recomendada aos humanos (veja ?Gravidez e Lactação?).

Resultados de eficácia

Coronariopatia

Observações em 3.668 pacientes de 23 estudos clínicos com duração de tratamento de 14 dias até

mais de 3 anos e doses diárias de 10 ? 60 mg mostraram eficácia do medicamento em 77% dos

casos, em média. Outros estudos em 7.400 pacientes com angina de peito estável apresentaram

sucesso terapêutico em 80% dos casos.

De forma correspondente, demonstrou-se eficácia bastante satisfatória do nifedipino nos casos de

espasmo coronário em 439 pacientes com angina de Prinzmetal (angina variante), com 87% de

êxito. O tratamento durou de 30 dias até mais de 5 anos; a dose diária preferida foi de 30 ? 40 mg;

em casos isolados chegou-se a 80 e até um máximo de 120 mg. No caso da angina de peito

instável, o êxito terapêutico foi de 76% e na angina de peito com infarto agudo do miocárdio, de

70%.

Hipertensão

Em vários estudos clínicos com duração entre uma semana e 14 meses adotaram-se na maioria

dos casos doses diárias de 30 até 60 mg. A ação terapêutica manifestou-se claramente após

aproximadamente uma semana de tratamento e permaneceu inalterada durante todo o período de

observação. Globalmente comprovou-se uma queda de pressão sistólica entre 25 e 48 mmHg e de

pressão diastólica entre 12 e 33 mmHg – dependendo da pressão arterial inicial e da dose

administrada.

Num estudo randomizado duplo-cego avaliou-se a ação anti-hipertensiva do nifedipino em

comparação com placebo em 16 pacientes. O tratamento durou 4 semanas em cada grupo e os

resultados constam da tabela abaixo.

Pressão arterial

(posição deitada)

placebo nifedipino

mmHg sistólica 141 ± 9 122 ± 5

p
diastólica 95 ± 4 80 ± 3

p
batimentos/min freqüência cardíaca 75 ± 3 73 ± 4

Modo de usar

Via oral. A cápsula de Adalat® deve ser deglutida inteira, com um pouco de líquido,

independentemente das refeições. Deve-se observar um intervalo de pelo menos 2 horas entre as

tomadas. Evitar suco de toronja ou grapefruit (veja ?Interações Fármaco- Alimentos?).

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Vide Posologia e Advertências e Precauções.

Armazenagem

A substância ativa de Adalat® é sensível à luz. As cápsulas devem ser mantidas dentro da

embalagem, protegidas da umidade e da luz, e só deverão ser retiradas do frasco imediatamente

antes da sua administração.

Conservar em temperatura ambiente, entre 15º e 30ºC.

Dizeres legais

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Adalat – Bula para o Paciente

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Adalat® contém a substância ativa nifedipino. O nifedipino pertence a um grupo de substâncias

conhecidas como antagonistas do cálcio. Sua atividade mais importante é dilatar os vasos

sangüíneos, diminuindo a resistência à passagem do sangue. Assim, o sangue corre mais livre

pelas veias e artérias, e isso faz diminuir a pressão. O tratamento da pressão alta diminui o risco

de ocorrerem complicações no coração, no cérebro e nos vasos sangüíneos. O nifedipino serve

também para tratar a dor no peito, conhecida como angina do peito da doença coronária, porque

essa substância ativa faz com que chegue mais sangue ao coração.

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?

Adalat® é indicado para o tratamento da pressão alta, da crise aguda de pressão alta e da doença

coronária.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

CONTRA-INDICAÇÕES

Adalat® não deve ser usado nas situações abaixo:

??Alergia ao nifedipino ou a qualquer dos outros ingredientes do medicamento.

Caso haja dúvida com relação a ter tido ou não qualquer alergia devida ao nifedipino, consulte

seu médico.

??Em caso de choque de origem cardíaca.

??Paciente fazendo uso do antibiótico rifampicina, que é um medicamento que combate infecções.

??Se sofrer de angina do peito instável ou se sofreu infarto agudo do miocárdio, nas últimas quatro

semanas.

??Antes da 20ª semana de gravidez e na amamentação, exceto sob orientação médica. Informe ao

seu médico caso ocorra gravidez ou início de amamentação durante o uso deste medicamento.

ESTE MEDICAMENTO É CONTRA-INDICADO PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES.

ADVERTÊNCIAS

Adalat® deve ser usado com precaução nos seguintes casos:

??em pacientes que sofrem de pressão muito baixa ou de mau funcionamento do coração,

chamada de insuficiência cardíaca, ou pessoas que tenham estreitamento da artéria aorta,

conhecido como estenose aórtica grave;

??em pacientes que observarem um agravamento da angina do peito, em especial no início do

tratamento, devem informar o seu médico imediatamente;

??em pacientes com hipertensão essencial ou angina do peito estável quando nenhum outro

tratamento for adequado;

??doença do fígado, pois neste caso poderá ser necessário reduzir a dose do medicamento;

??no caso de mulheres grávidas, há necessidade de precaução se o nifedipino for administrado

com sulfato de magnésio por via endovenosa.

PRECAUÇÕES

Nota: O nifedipino pode ser a causa de insucesso na fertilização artificial em homens que estejam

tomando o medicamento e não apresentem outras causas que justifiquem esse insucesso.

Dirigir veículos e trabalhar com máquinas: reações à droga, que variam em intensidade de

indivíduo para indivíduo, podem reduzir a capacidade de dirigir veículos ou de controlar máquinas.

Isso pode ocorrer, sobretudo no início do tratamento, na mudança de medicação ou sob ingestão

alcoólica simultânea.

INFORME AO MÉDICO O APARECIMENTO DE REAÇÕES INDESEJÁVEIS, SE VOCÊ ESTIVER

UTILIZANDO OU SE UTILIZOU RECENTEMENTE OUTROS MEDICAMENTOS, INCLUSIVE

MEDICAMENTOS SEM RECEITA MÉDICA.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Medicamentos que podem ter seu efeito alterado se tomados com nifedipino:

outros medicamentos para o tratamento da pressão alta, como diuréticos, beta-bloqueadores,

inibidores da ECA, antagonistas do receptor AT-1, outros antagonistas de cálcio, bloqueadores

alfa-adrenérgicos, inibidores da PDE5 e alfa-metildopa, podem ter o seu efeito aumentado;

betabloqueadores, usados para tratar a pressão alta e algumas doenças do coração, podem

provocar queda muito forte da pressão e piorar o funcionamento do coração;

digoxina, usada para tratar doenças do coração, pode ter seu efeito aumentado;

quinidina, usada para o tratamento das alterações das batidas do coração: pode ser necessário

ajustar sua dose ao se iniciar ou terminar o tratamento com nifedipino;

tacrolimo, usado em doentes transplantados: junto com nifedipino poderá ser necessário reduzir a

dose de tacrolimo.

Medicamentos que alteram o efeito do nifedipino se tomados juntos:

??Os seguintes medicamentos reduzem o efeito de nifedipino:

rifampicina (antibiótico): não se pode usar junto com nifedipino, pois reduz o efeito deste;

fenitoína, carbamazepina, fenobarbital (antiepilépticos): reduzem a eficácia de nifedipino;

??Os seguintes medicamentos podem aumentar o efeito de nifedipino:

antibióticos macrolídeos, p. ex. eritromicina;

inibidores da protease anti-HIV ou antivirais usados para o tratamento de AIDS, p. ex. ritonavir;

antifúngicos azólicos, p. ex. cetoconazol;

antidepressivos como fluoxetina e nefazodona;

quinupristina/dalfopristina (antibióticos);

ácido valpróico (antiepiléptico);

cimetidina (para o tratamento de úlceras do estômago ou do intestino);

cisaprida (para o tratamento de certas doenças do estômago e do intestino).

Interação com alimentos: não se deve tomar suco de toronja, conhecida também como grapefruit,

enquanto estiver em tratamento com nifedipino, pois poderá ocorrer uma queda maior da pressão.

NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO

PARA A SUA SAÚDE.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Aspecto físico: Adalat® é uma cápsula gelatinosa mole, alongada, de cor laranja.

Características organolépticas: Adalat® cápsulas não tem cheiro.

DOSAGEM

Geralmente o médico receita 1 cápsula de Adalat® três vezes por dia para o tratamento da

pressão alta e da doença coronária. Na crise aguda de pressão alta a dose recomendada é de 1

cápsula em dose única.

COMO USAR

A cápsula deve ser engolida com um pouco de líquido, podendo ser tomada com uma refeição ou

não.

Adalat® destina-se a tratamentos prolongados. O seu médico lhe dirá durante quanto tempo você

deverá tomar Adalat® .

Se você se esqueceu de tomar uma ou mais doses, não tome outra dose para compensar a dose

esquecida. Aguarde até o momento da próxima dose e continue normalmente o tratamento. Devese

observar um intervalo de pelo menos 2 horas entre as tomadas.

Fale com o seu médico se tiver impressão de que Adalat® é demasiado forte ou demasiado fraco.

Não tome mais cápsulas do que aquelas que o médico receitou.

SIGA A ORIENTAÇÃO DE SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS DOSES

E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.

NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

NÃO USE MEDICAMENTO COM PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR,

OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

Como qualquer medicamento, nifedipino pode provocar efeitos indesejáveis, como os seguintes:

Efeitos mais freqüentes: dor de cabeça, inchaço, dilatação dos vasos sangüíneos, prisão de ventre

e mal-estar geral.

Efeitos pouco freqüentes: reação alérgica, reação alérgica com inchaço na língua e na garganta,

podendo dificultar a respiração (angioedema), ansiedade, alterações do sono, vertigem,

enxaqueca, tontura, tremor, alterações da visão, aceleração ou palpitações das batidas do

coração, pressão muito baixa, síncope, sangramento no nariz, congestão nasal, dor de barriga,

náusea, indisposição do estômago, gases intestinais, secura na boca, alterações nos exames de

sangue que avaliam a função do fígado, vermelhidão inflamatória da pele, câimbras, dores e

alterações nas articulações, urina excessiva, dificuldade ou dor ao urinar, dificuldade na ereção do

pênis, dores em geral e calafrios.

Efeitos raros: coceira, urticária, aparecimento de lesões ou vermelhidão da pele, sensação anormal

como queimação, espetadelas, cócegas ou formigamento, comprometimento da sensibilidade

chegando quase à anestesia, alterações e inflamações das gengivas.

Outros efeitos muito raros: reação alérgica grave, com risco de vida, em que há dificuldade para

respirar, e reações na pele (choque anafilático) e vômito.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE

UMA SÓ VEZ?

Se alguém se intoxicar com uma dose excessiva de nifedipino, poderá apresentar os seguintes

sintomas: perturbações da consciência, podendo entrar em coma, queda da pressão, alteração dos

batimentos do coração, aumento do açúcar no sangue, desequilíbrio metabólico, falta de oxigênio

no organismo, choque causado pelo mau funcionamento do coração e acúmulo de líquido nos

pulmões. O tratamento deverá ser feito no hospital. No caso de superdose, contate seu médico ou

o hospital mais próximo. Se possível, leve a embalagem com as cápsulas ao hospital.

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

As cápsulas devem ser conservadas na embalagem original, dentro do frasco, em temperatura

ambiente, entre 15° e 30° C. As cápsulas devem ser protegidas da luz e da umidade, portanto só

devem ser retiradas do frasco na hora de tomar.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Data da bula

09/12/2011

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4Medic é uma empresa especializada em gestão de clinicas e consultórios médico. Que fornece diariamente notícias sobre a área de saúde em geral.

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