Tratamento de câncer de Pele: novo adesivo ataca células do melanoma!

Na busca por um tratamento de câncer de pele mais eficaz, pesquisadores desenvolveram um adesivo para a pele que distribui eficientemente a medicação em um minuto para atacar as células do melanoma.

Nova ajuda no tratamento de câncer de pele

“Nosso adesivo tem um revestimento químico único e um modo de ação que permite que ele seja aplicado e removido da pele em apenas um minuto, enquanto ainda administra uma dose terapêutica de medicamentos. Nossos adesivos provocam uma resposta robusta de anticorpos em camundongos vivos e mostram-se promissores em provocar uma forte resposta imunológica na pele humana”, disse Yanpu He, um dos pesquisadores que ajudou a desenvolver o dispositivo.

As pomadas existentes podem transmitir medicamentos à pele, mas só podem penetrar em uma certa profundidade. Embora as seringas sejam um modo eficaz de administração de medicamentos, elas podem ser dolorosas. As seringas também podem ser inconvenientes para os pacientes, levando ao descumprimento.

Utilizando o novo adesivo, a equipe vacinou camundongos e comparou os resultados com injeções intramusculares e subcutâneas. O novo tratamento produziu nove vezes o nível de anticorpos em comparação com injeções intramusculares e 160 vezes o nível de anticorpos em comparação com injeções subcutâneas (usadas para vacinas contra o sarampo). Eles também viram ativação imune eficiente em amostras cirúrgicas da pele humana.

Para ver se o novo método poderia ser eficaz no tratamento do câncer de pele, os pesquisadores desenvolveram um antígeno contra o melanoma e o aplicaram diretamente sobre a a pele do camundongo, de maneira surpreendente a medicação foi distribuída uniformemente em menos de de um minuto, sem causar nenhuma reação como dor ou fadiga.

Tratamento de câncer de Pele - adesivo ataca células do melanoma

A partir desses experimentos, os pesquisadores identificaram o novo adesivo consegue acessar e ativar as células imunes na pele. Em camundongos vivos, essas células poderiam, por sua vez, migrar para o sistema linfático e recrutar outras células do sistema imunológico para atacar o tumor do melanoma. Os pesquisadores agora planejam testar os adesivos nos tumores de melanoma em camundongos e uma aprovação para em breve iniciar os testes em seres humanos.

A pesquisa bastante elogiada, vai ser apresentada como destaque ainda este ano no Encontro Nacional e Exposição da American Chemical Society.

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