Ganirelix


Ganirelix – Bula do remédio

Ganirelix com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Ganirelix têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Ganirelix devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

A 4Medic não vende nenhum tipo de medicamento

Referência

Orgalutran (Organon)

Apresentação de Ganirelix

USO ADULTO
Solução para injeção subcutânea
Cartucho com 1 seringa descartável contendo 0,5 mL de solução
Cada seringa contém:
Acetato de Ganirelix (calculado como base livre).. 0,25 mg
Veículo (manitol, ácido acético, água para injeção. O pH poderá ser ajustado com hidróxido de sódio 1 M ou ácido acético 5%) q.s.p… 0,5 ml

Ganirelix – Indicações

Prevenção do pico prematuro de hormônio luteinizante em mulheres submetidas a hiperestimulação ovariana em técnicas de reprodução assistida.
Em estudos clínicos Orgalutran foi utilizado com hormônio folículo estimulante recombinante (FSHrec).

Contra-indicações de Ganirelix

– Hipersensibilidade aos componentes da fórmula;
– hipersensibilidade ao hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) ou a qualquer outro análogo do GnRH;
– comprometimento grave ou moderado da função renal ou hepática;
– gravidez ou lactação.

Advertências

Deve-se ter cuidado especial em pacientes com sinais e sintomas de condições alérgicas ativas. Na ausência de experiência clínica, não se recomenda o tratamento com Orgalutran em mulheres com condições alérgicas severas.
Durante ou após a estimulação ovariana pode ocorrer Síndrome de Hiperestimulação Ovariana, que deve ser considerada um risco intrínseco da estimulação gonadotrófica. O tratamento da Síndrome de Hiperestimulação Ovariana deve ser sintomático, por ex., com repouso, infusão intravenosa de soluções eletrolíticas ou colóides e heparina.
A incidência de malformações congênitas após o uso de técnicas de reprodução assistida pode ser ligeiramente maior do que após concepção espontânea. Supõe-se que este pequeno aumento da incidência esteja relacionado a diferenças de características dos pais (por ex., idade materna, características do esperma) e à maior incidência de gestações múltiplas após reprodução assistida. Não há indícios de que o uso de antagonistas de GnRH durante as técnicas de reprodução assistida esteja associado a um risco aumentado de malformações congênitas.
A segurança e eficácia de Orgalutran não foram estabelecidas em mulheres com peso inferior a 50 kg ou superior a 90 kg.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir e utilizar máquinas
Não foi estudado o efeito de Orgalutran sobre a habilidade de dirigir e utilizar máquinas.

Uso na gravidez de Ganirelix

Até o momento não há dados sobre a exposição de pacientes grávidas a Ganirelix. Em animais, a exposição a Ganirelix ao tempo da implantação resultou em absorção da ninhada (vide Dados pré-clínicos de segurança). Não se conhece a relevância destes dados para humanos.
Não há dados sobre a excreção de Ganirelix no leite materno.
O uso de Orgalutran é contra-indicado durante a gravidez e a lactação (vide Contra-indicações).

Interações medicamentosas de Ganirelix

Não foram investigadas interações de Orgalutran com outros medicamentos,por isto não podem ser excluídas interações com medicamentos utilizados rotineiramente.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Ganirelix

Orgalutran pode causar uma reação local na pele no local da injeção (predominantemente vermelhidão, com ou sem aumento de volume). Em estudos clínicos, uma hora após a injeção a incidência de pelo menos uma reação local de pele moderada a severa por ciclo de tratamento foi de 12% nas pacientes tratadas com Orgalutran e de 25% nas pacientes tratadas com um agonista GnRH por via subcutânea. As reações locais geralmente desaparecem dentro de 4 horas após a administração.
Reações adversas comumente relatadas em estudos clínicos (> 1%) foram cefaléia e náusea.
Reações adversas raras (

Ganirelix – Posologia

Orgalutran deve ser prescrito somente por um especialista no tratamento de infertilidade.
Orgalutran é utilizado na prevenção do pico prematuro de hormônio luteinizante em mulheres submetidas a hiperestimulação ovariana. A hiperestimulação ovariana com FSH pode começar no dia 2 ou 3 da menstruação. Orgalutran deve ser injetado subcutaneamente uma vez ao dia, em geral a partir do dia 6 da administração de FSH. Em pacientes altamente responsivas, uma elevação precoce de LH pode ser prevenida iniciando-se o tratamento com Orgalutran no dia 5. O início da administração de Orgalutran deve ser retardado na ausência de crescimento folicular.
Orgalutran e FSH devem ser administrados aproximadamente ao mesmo tempo. Entretanto, as preparações não devem ser misturadas e devem ser utilizados locais de injeção diferentes.
Os ajustes de dose de FSH devem ser se basear preferivelmente no número e tamanho dos folículos em crescimento ao invés da quantidade circulante de estradiol (vide Características). O tratamento diário com Orgalutran deve ser continuado até o dia em que estiverem presentes folículos suficientes de tamanho adequado. A maturação final dos folículos pode ser induzida pela administração de hormônio gonadotrófico humano (hCG). Devido ao tempo de meia-vida do Ganirelix, o tempo entre duas injeções de Orgalutran, bem como o tempo entre a última injeção de Orgalutran e a injeção de hCG não deve exceder 30 horas, pois de outro modo pode ocorrer um pico prematuro de LH. Desta forma, quando Orgalutran for injetado pela manhã, o tratamento deve continuar durante o período de tratamento com gonadotrofina, incluindo o dia do desencadeamento da ovulação. Quando Orgalutran for injetado à tarde, a última injeção deve ser dada na tarde anterior ao dia da ovulação.
Orgalutran mostrou-se seguro e eficaz em pacientes submetidas a tratamento de ciclos múltiplos.
Deve ser dado suporte na fase lútea de acordo com a prática do centro médico de reprodução assistida.

Superdosagem

Superdosagem em humanos pode resultar em prolongamento da duração de ação. No caso de superdosagem, o tratamento com Orgalutran deve ser (temporariamente) descontinuado.
Não estão disponíveis dados sobre toxicidade aguda de Orgalutran em humanos, mas é improvável que ocorram reações tóxicas. Estudos clínicos com administração subcutânea de Orgalutran em doses únicas de até 12 mg não mostraram efeitos sistêmicos indesejáveis. Em estudos de toxicidade aguda em ratos e macacos, sintomas tóxicos não específicos foram observados somente após administração intravenosa de Ganirelix acima de 1 e 3 mg/kg, respectivamente.

Características farmacológicas

Orgalutran contém o decapeptídeo sintético Ganirelix, que apresenta alta atividade antagonista ao hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) endógeno. Os aminoácidos nas posições 1, 2, 3, 6, 8 e 10 do decapeptídeo natural GnRH foram substituídos, resultando em [N-Ac-D-Nal(2)1,D-pClPhe2,D-Pal(3)3,D-hArg(Et2)6,L-hArg(Et2)8,D-Ala10)-GnRH, com peso molecular de 1570,4.
O Ganirelix é um antagonista do GnRH que modula o eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal ligando-se competitivamente aos receptores de GnRH na glândula hipófise. O resultado é uma supressão rápida, profunda e reversível das gonadotrofinas endógenas, sem estímulo inicial, como ocorre com os agonistas GnRH.
Após administração de uma dose única de 0,25 mg os níveis séricos de Ganirelix aumentaram rapidamente e atingiram níveis de pico (Cmáx) de aproximadamente 15 ng/ml dentro de 1 a 2 horas (tmax). A meia vida de eliminação (t 1/2) é de aproximadamente 13 horas e o clearance é de aproximadamente de 2,4 L/h. A excreção se dá pelas fezes (aproximadamente 75%) e urina (aproximadamente 22%). A biodisponibilidade de Orgalutran após administração subcutânea é de aproximadamente 91%.
Os parâmetros farmacocinéticos após doses subcutâneas múltiplas de Orgalutran (injeção diária) foram similares àqueles após uma única dose subcutânea. Após doses repetidas de 0,25 mg/dia, foram atingidos níveis de equilíbrio de aproximadamente 0,6 ng/ml dentro de 2 a 3 dias.
A análise farmacocinética indica uma relação inversa entre o peso corpóreo e as concentrações séricas de Orgalutran.
Perfil metabólico: o principal componente circulante no plasma é Ganirelix, que é também o principal composto encontrado na urina. As fezes contêm apenas metabólitos, que são pequenos fragmentos peptídicos formados por hidrólise enzimática de Ganirelix em locais restritos. O perfil metabólico de Orgalutran em humanos foi similar ao encontrado em animais.
Dados pré-clínicos de segurança
Dados pré-clínicos não mostram nenhum risco especial para humanos, tendo por base a segurança farmacológica, doses repetidas de toxicidade e genotoxicidade.
Estudos reprodutivos realizados com Ganirelix em doses subcutâneas de 0,1 a 10 mcg/kg/dia em ratos e de 0,1 a 50 mcg/kg/dia em coelhos mostraram aumento na reabsorção da ninhada nos grupos de doses mais altas. Não foram observados efeitos teratogênicos.

Resultados de eficácia

Após administração de doses múltiplas de 0,25 mg de Orgalutran a voluntárias as concentrações séricas de hormônio luteinizante (LH), hormônio folículo estimulante (FSH) e estradiol (E2) tiveram redução máxima de 74%, 32% e 25% após 4, 16 e 16 horas da injeção, respectivamente. Os níveis séricos hormonais retornam aos valores pré-tratamento dentro de dois dias após a última injeção.
Em pacientes submetidas a estimulação ovariana controlada, a duração média do tratamento com Orgalutran foi de 5 dias. Durante o tratamento com Orgalutran a incidência média de aumentos de LH (> 10 UI/L) com aumento concomitante de progesterona (> 1 ng/ml) foi de 1,2%, comparada a 0,8% durante tratamento com agonista GnRH. Ocorreram aumentos precoces de LH, antes do início de Orgalutran no 6º dia da estimulação, especialmente em pacientes altamente responsivas. Estes aumentos não afetaram o resultado clínico. Nestas pacientes, a produção de LH foi rapidamente suprimida após a primeira administração de Orgalutran .
Em estudos controlados com Orgalutran, utilizando um protocolo longo de agonista GnRH como referência, o tratamento com o regime de Orgalutran resultou em um crescimento folicular mais rápido durante os primeiros dias da estimulação, mas o coorte final de crescimento de folículos foi ligeiramente menor e produziu, em média, menos estradiol. Este padrão diferente de crescimento folicular requer que os ajustes de dose de FSH sejam baseados no número e tamanho dos folículos em crescimento, ao invés da quantidade de estradiol circulante.

Modo de usar

Orgalutran deve ser administrado lentamente por via subcutânea, preferivelmente na parte superior da perna. A solução deve ser inspecionada antes do uso. Não utilizar se a solução contiver partículas ou estiver turva. O local da injeção deve variar a fim de evitar lipoatrofia. A própria paciente ou seu parceiro podem aplicar Orgalutran, desde que adequadamente instruídos pelo médico.
A seringa é descartável e qualquer porção não utilizada da solução deve ser descartada.
Incompatibilidades
Na ausência de estudos de incompatibilidade, este produto não deve ser misturado com outros medicamentos.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

A segurança e eficácia de Orgalutran não foram estabelecidas em mulheres com peso inferior a 50 kg ou superior a 90 kg.

Armazenagem

Orgalutran deve ser armazenado em temperatura ambiente (15 – 30¦C), protegido da luz.

Dizeres legais

Registro M.S.: 1.0171.0097.001-1
Farmacêutico(a) responsável: C. M. H. Nakazaki – CRF/SP-12448
Vetter Pharma-Vertigung GmbH & CoKG, Schützenstrasse 99-101, D-88212 Ravensburg, Alemanha
ORGANON DO BRASIL Indústria e Comércio Ltda.
Rua João Alfredo, 353 – São Paulo – SP
CNPJ 3.560.974/0001-18 – Indústria Brasileira
ORGANON DO BRASIL Indústria e Comércio Ltda.
Rua João Alfredo, 353 – São Paulo – SP
CNPJ 3.560.974/0001-18 – Indústria Brasileira
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Data da bula

Mar 24 2005 12:00AM

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