Eritina


Eritina – Bula do remédio

Eritina com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Eritina têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Eritina devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

A 4Medic não vende nenhum tipo de medicamento

Laboratório

Cristália

Referência

Alfaepoetina Eritina

Apresentação de Eritina

2.000 U/ml, 4.000U/ml, 10.000U/ml – Caixa com 6 frascos-ampola com 1 ml.

3.000 U/0,3ml (10.000U/ml) – Caixa com 6 seringas pré-enchidas com 0,3 ml.

4.000 U/0,4ml (10.000U/ml) – Caixa com 6 seringas pré-enchidas com 0,4 ml.

Eritina – Indicações

Estimulante da Eritropoese.

Indicado no tratamento da anemia devido à insuficiência renal crônica em pacientes sob diálise.

O produto é indicado também no tratamento da anemia associada ao câncer e terapia quimioterápica. Outrossim, na anemia do portador de Aids e submetido ao tratamento com zidovudina.

1. Tratamento da Anemia em pacientes com Insuficiência Renal Crônica.

O produto é indicado no tratamento da anemia associada com insuficiência renal crônica, incluindo pacientes em diálise e pacientes sem diálise.

2. Tratamento da Anemia em pacientes com câncer em Quimioterapia

O produto é indicado para elevar o nível de eritrócitos para doação autóloga de sangue.

3. Pacientes com Anemia moderada em circunstâncias nas quais se prevê perda importante de sangue ou necessidade de doação autóloga em curto espaço de tempo.

Contra-indicações de Eritina

Nos casos de hipertensão arterial grave não-controlada ou de difícil controle.

Não deve ser administrado em casos conhecidos de hipersensibilidade à Eritropoetina Recombinante Humana, soroalbumina humana e produtos derivados de células de mamíferos ou aos componentes da fórmula.

Advertências

Gerais

Não deve ser administrado em infusão ou combinado a outras soluções parenterais.

Se houver aumento da pressão arterial durante o tratamento, deve-se excluir a possibilidade de haver a sobrecarga de fluídos e administrar drogas anti-hipertensivas, preferivelmente, vasodilatadores periféricos, ao invés de diuréticos que poderiam levar a um maior aumento do hematócrito e da viscosidade sangüínea.

Em alguns pacientes poderá ser necessário uma flebotomia.

Após o início da terapêutica com Epoetina, a concentração de hemoglobulina é reduzida, aproximadamente em 0,5 g/dl por semana. É necessário ter cuidado na administração em pacientes com hipertensão arterial não controlada, transtornos da coagulação, doença vascular isquêmica, história de convulsões ou suspeita de alergia ao medicamento.

Os pacientes precisam de acompanhamento médico, pois os que respondem rapidamente ao tratamento são os que têm maior probabilidade de episódios hipertensivos.

A taxa de hemoglobina deve ser controlada 1 a 2 vezes por semana até a obtenção de um nível estável de 10 a 12 g/dl, monitorando-se semanalmente esta taxa.

A correção da anemia pode levar a um aumento do apetite e da ingestão de potássio.

Em pacientes submetidos a diálise, é necessário modificar a dieta e a prescrição de diálise, se ocorrer hiperpotassemia. Poderá ser necessário aumentar a quantidade de heparina utilizada durante a sessão de hemodiálise. Pode ocorrer aumento da taxa de uréia e creatinina como resultado de redução do fluxo plasmático durante a diálise, ou por maior ingestão de proteína.

Pacientes com insuficiência renal crônica

Em estudos duplo-cego, placebo-controlados, envolvendo mais de 30 pacientes com insuficiência renal crônica, as reações relatadas em mais de 5% dos pacientes tratados com o produto durante a fase cega foram:

Reação Pacientes tratados com Eritina (N = 200) Pacientes tratados com Placebo (N = 135)

Hipertensão 24,0% 18,5%

Dor de cabeça 16,0% 11,9%

Artralgia 11,0% 5,9%

Náusea 10,5% 8,9%

Edema 9,0% 10,4%

Fadiga 9,0% 14,1%

Diarréia 8,5% 5,9%

Vômito 8,0% 5,2%

Dor no peito 7,0% 8,8%

Reação na pele (local da administração) 7,0% 11,9%

Astenia 7,0% 11,9%

Vertigem 7,0% 12,6%

Trombose do acesso venoso 6,8% 2,3%

Reações adversas significativas em pacientes com insuficiência renal crônica tratados através de um ensaio com duplo-cego, placebo – controlado, ocorreram nas seguintes porcentagens de pacientes durante a fase cega:

Convulsões 1,1% 1,1%

CVA/TIA 0,4% 0,6%

MI 0,4% 1,1%

Morte 0 1,7%

Nos estudos com o produto em pacientes em diálise (N = 567), a incidência das reações adversas mais frequentemente relatadas foram: hipertensão (0,75%), dor de cabeça (0,40%), taquicardia (0,31%), náusea/vômito (0,26%), trombose do acesso vascular (0,25%), dispnéia (0,14%), hiperpotassemia (0,11%), e diarréia (0,11%). Outras reações relatadas ocorreram em uma taxa menor que 0,10% por paciente por ano.

As reações relatadas que tenham ocorrido dentro de várias horas após administração do produto foram raras, moderadas e passageiras e incluindo sintomas de gripe, tais como artralgia e mialgia. Em todos os estudos analisados, a administração do produto foi geralmente bem tolerada, independente da via de administração.

Pacientes com câncer em quimioterapia

Em estudos duplo – cego controlados com placebo, com duração de até 3 meses envolvendo 131 pacientes com câncer, as reações adversas com uma incidência maior que 10% em pacientes tratados com o produto ou placebo foram as seguintes:

Reação Pacientes tratados com Eritina (N = 63) Pacientes tratados com Placebo (N = 68)

Pirexia 29% 19%

Diarréia 21% 07%

Náusea 17% 32%

Vômito 17% 15%

Edema 17% 01%

Astenia 13% 16%

Fadiga 13% 15%

Dispnéia 13% 09%

Parestesia 11% 06%

Infecção respiratória superior 11% 04%

Vertigem 05% 12%

Dor toráxica 03% 16%

Embora algumas diferenças estatisticamente significativas entre pacientes tratados com o produto e pacientes tratados com placebo tenham sido notadas, o perfil de segurança global da Epoetina pareceu ser compatível com o câncer avançado. Durante a terapêutica duplo cega e a terapia posterior aberta, na qual pacientes (N = 72) foram tratados até 32 semanas com doses até de 927 unidades/kg, o perfil de reação adversa do produto foi consistente com a progressão do câncer avançado. Baseado em dados comparáveis de sobrevivência e na porcentagem de pacientes tratados com o produto e com placebo que descontinuaram a terapia devido a morte, progressão da doença ou reações adversas (22% e 13%, respectivamente; p = 0,25), o resultado clínico em pacientes tratados com o produto e com placebo pareceu ser similar. Dados disponíveis de modelos animais de tumor e medida de proliferação de células de tumores sólidos de amostras clínicas de biópsia em resposta ao produto, sugerem que a Epoetina não potencializa o crescimento do tumor. Não obstante, enquanto um fator de crescimento, a possibilidade de que o produto possa potencializar o crescimento de alguns tumores, particularmente tumores mielóides, não pode ser excluída. Um estudo aleatório controlado da fase IV, está atualmente em andamento para uma posterior avaliação deste tema. A média de células brancas sanguíneas periféricas permaneceu inalterada após terapia com o produto comparada com o valor correspondente no grupo tratado com placebo.

Cuidados

O tratamento com o produto deve ser limitado a pacientes anêmicos com insuficiência renal crônica com menos que 10 g/dl de hemoglobina (30% de hematócrito) ou pacientes com câncer com eritropoetina sérica menor que 200 mU/ml.

O produto não deve ser usado em pacientes com anemia por perda de sangue, hematocitopenia e intoxicação por alumínio.

Monitoramento especial do histórico dos pacientes deve ser realizado para prevenção de choques ou outras respostas. Uma baixa dose deve ser administrada intravenosamente para determinar a sensibilidade de pacientes em relação ao produto, antes do início da terapia ou na retomada após a retirada.

Durante a terapia com o produto, a concentração de hemoglobina ou hematócrito deve ser observada periodicamente (uma vez por semana no início da terapia, duas vezes por semana na manutenção da terapia). Cuidados especiais devem ser tomados para não resultar em excesso de eritropoese (mais que 12 g/dl de hemoglobina ou 36% de hematócrito). Em caso de excesso de eritropoese, a suspensão da droga ou um tratamento apropriado deve ser empregado.

Hipertensão e encefalopatia hipertensiva têm sido relatadas em pacientes tratados com o produto, associadas a um aumento significativo no hematócrito. A pressão arterial em pacientes tratados com o produto deve ser monitorada cuidadosamente, particularmente em pacientes com histórico de hipertensão ou doença cardiovascular. A dose deve ser ajustada em pacientes que tiveram um rápido aumento de hematócrito (maior que 4% em qualquer período de duas semanas) devido ao potencial aumento do risco.

Convulsões tem ocorrido em pacientes com insuficiência renal crônica que participaram de estudos clínicos. Em pacientes em diálise, houve uma alta incidência de convulsões durante os primeiros 90 dias da terapia ( ocorrendo em aproximadamente 2,5% dos pacientes) do que após este período. Convulsões também ocorreram em pacientes com câncer em quimioterapia. Em estudos duplo-cego, controlados com placebo, 3,2% (N = 2/63) dos pacientes tratados com o produto e 2,9% (N = 2/68) dos pacientes tratados com placebo, tiveram convulsões. Convulsões em 1,6% (N = 1/63) dos pacientes tratados com o produto ocorreram no contexto de um aumento significativo na pressão arterial e dos valores de hematócrito. Entretanto, ambos os pacientes tratados com o produto também tinham doença do sistema nervoso central que pode ter sido relacionada a atividade das convulsões. O aumento potencial do risco de convulsão durante a terapia, a pressão arterial e a presença de sintomas neurológicos devem ser monitorados de perto.

Eventos trombóticos podem ocorrer, tais como infarto do miocárdio, embolismo pulmonar, acidente vascular cerebral ou ataque isquêmico. Pacientes com doença vascular devem ser monitorados cuidadosamente.

Se ocorrer hiperpotassemia, a importância da adesão às prescrições de dietas deve ser reforçada.

Pode ter ocorrido infarto da fístula ou sangue residual no equipamento de diálise, portanto, deve-se monitorar a circulação sanguínea na fístula ou no equipamento de diálise.

Em caso de deficiência de ferro, deve ser feita adequação de suplementação de ferro para manter a eritropoese.

O produto é um fator de crescimento que primeiramente estimula a produção de células sanguíneas vermelhas. Entretanto, a possibilidade de que o produto possa atuar como fator de crescimento para qualquer tipo de tumor, particularmente mielóide, não pode ser excluída.

Uso na gravidez de Eritina

Durante a gestação e a amamentação, este medicamento deverá ser administrado somente em casos de extrema necessidade, avaliando-se cuidadosamente os riscos e benefícios de sua administração. Não são conhecidos os efeitos da Epoetina sobre o feto e o recém-nascido. Podem ocorrer efeitos sobre a capacidade reprodutiva.

Interações medicamentosas de Eritina

Não são conhecidas interações clinicamente significativas de Epoetina com outros medicamentos. Poderá haver potencialização da Epoetina caso haja administração simultânea de agente hematínico em pacientes com deficiência de precursores da hemoglobina.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Eritina

Aumento da pressão arterial, acompanhada de dores de cabeça.


Trombose do vaso no local de aplicação.

Pode ocorrer um pequeno aumento de plaquetas durante o tratamento inicial.

Podem também ocorrer sintomas gripais, dor óssea e calafrios após a aplicação da injeção.

Sintomas de natureza alérgica como reações cutâneas e edema palpebral. Convulsões do tipo grande mal podem ocorrer.

Choque: como choques têm sido relatados, deve ser realizada uma observação completa. Se os sintomas aparecerem, a administração deve ser descontinuada e um tratamento apropriado deve ser adotado.

Cardiovascular: hipertensão, trombose do ducto lacrimal ou “shunt” átrio-ventricular, e taquicardia têm sido relatados raramente.

Encefalopatia hipertensiva: uma vez que encefalopatia hipertensiva (apresentando dor de cabeça, desordem de consciência e convulsão) e hemorragia cerebral têm sido ocasionalmente relatados, a droga deve ser administrada cuidadosamente, observando-se as variações de pressão arterial e hematócrito durante a terapia.

Êmbolo cerebral: como êmbolo cerebral tem sido relatado, uma observação completa deve ser realizada. Se aparecerem sintomas, a administração deve ser descontinuada e um tratamento apropriado deve ser utilizado.

Pele: prurido, rachadura na pele e úlcera de decúbito têm sido relatados.

Fígado: elevação de AST, ATL, LDH, AL-P e de bilirrubina total podem ocorrer ocasionalmente.

Gastrintestinal: náusea, vômito, anorexia, diarréia, e dor abdominal podem ocorrer ocasionalmente.

Sangue: leucocitose e eosinofilia têm sido relatados ocasionalmente. Ocasionalmente, pode ocorrer granulocitopenia em crianças prematuras. Aumento do potássio sérico, uréia, creatinina e ácido úrico têm sido relatados ocasionalmente.

Outras: hemorragia nos olhos, esplenomegalia, hemorragia nasal, edema, dor de cabeça, convulsão, febre, febre moderada, fadiga, artralgia, mialgia, sabor amargo na boca, tremor, e edema da pálpebra podem estar ocasionalmente associados à terapia com o produto.

Estudos realizados indicaram que o produto é geralmente bem tolerado. As reações adversas relatadas são frequentemente sequelas de doenças de pacientes, e não são necessariamente atribuídas à terapia com o produto.

Eritina – Posologia

Pacientes com insuficiência renal crônica

É recomendada a dose de 50 U/kg, 3 vezes por semana, por via intravenosa (1 a 2 minutos) ou subcutânea. Pode ser dada intravenosamente e subcutaneamente em pacientes com insuficiência renal crônica sem diálise. O aumento da dose depende da resposta inicial.

A dose pode ser aumentada, se necessário, em 25 U/kg em um período de 4 semanas. Se a hemoglobina aumentar mais que 2 g/dl numa dose de 50 U/kg, a frequência deve ser reduzida para duas vezes por semana. Para corrigir a anemia, a concentração alvo de hemoglobina é de 10g/dl (30% de hematócrito). Quando a anemia é corrigida, o produto é dado como manutenção na dose de 25 a 50 U/kg duas a três vezes por semana. A faixa alvo da hemoglobina é de 10 a 12 g/dl. Os pacientes com hemoglobina pré tratamento menor que 6 g/dl precisam maior dose de manutenção que os pacientes com hemoglobina pré tratamento maior que 8 g/dl. E a dose pode ser ajustada de acordo com a idade do paciente. A dose individual do produto não deve exceder 200 unidades/kg, e a frequência não deve ser mais que 3 vezes por semana.

Antes do início da terapia ou durante a terapia, os estoques de ferro do paciente devem ser avaliados e, se necessário, devem ser providos de ferro. Respostas mais tardias ou diminuídas podem ser observadas na intoxicação ou contaminação por alumínio. Em pacientes com insuficiência renal crônica sem diálise, a dose de manutenção deve também ser individualizada de acordo com a gravidade da anemia ou idade, entretanto, a dose de 50 a 150 U/kg por semana tem demonstrado manter de 36 a 38% do hematócrito por mais de seis meses.

Pacientes com câncer em quimioterapia

A dose inicial recomendada do produto é de 150 unidades/kg através de injeção subcutânea três vezes por semana. Se a resposta for insatisfatória após 8 semanas de terapia, a dose pode ser aumentada até 300 U/kg três vezes por semana. Se os pacientes não responderem satisfatoriamente à dose do produto de 300 U/kg três vezes por semana, é improvável que eles respondam a doses mais altas. Se o hematócrito exceder 40%, a administração do produto deve ser suspensa até queda para 36%. A dose do produto deve ser reduzida em 25% quando o tratamento é retomado ou a dose é titulada para manter o hematócrito desejado. Se a dose inicial do produto incluir uma rápida resposta do hematócrito (por exemplo, um aumento maior que 4% em qualquer ponto do período de duas semanas), a dose deve ser reduzida. Em geral, pacientes com baixo nível de eritropoetina sérica responderam mais vigorosamente ao produto que em pacientes com alto nível de eritropoetina. Embora nenhum nível específico de eritropoetina sérica, possa ser estipulado como limite acima do qual os pacientes não responderiam à terapia como produto, o tratamento de pacientes com níveis elevados de eritropoetina sérica, maiores que 200 mU/ml, não é recomendado. O hematócrito deve ser monitorado semanalmente em pacientes recebendo a eritropoetina até o hematócrito se tornar estável.

Pacientes que participaram do programa de doação autóloga de sangue

Antes da cirurgia, é recomendado coletar sangue autólogo duas vezes por semana por três semanas. Baseado em estudos, o produto pode ser dado intravenosamente em doses de 150 a 300 unidades/kg, duas vezes por semana, por três semanas, para elevar os níveis de células sanguíneas vermelhas. A máxima dose recomendada para promover a eritropoese é 600 unidades/kg, duas vezes por semana por três semanas intravenosamente. A concentração da hemoglobina deve ser controlada semanalmente nos pacientes que necessitem mais que 4 unidades de sangue com hemoglobina pré tratamento maior que 11 g/dl (Hb 1 menor que 6,8 mmol/L), pacientes que necessitam mais que 5 unidades de sangue com hemoglobina pré tratamento maior que 11 g/dl (Hb 1 menor que 6,8 mmol/L), ou pacientes escalados para cirurgia dentro de 1 a 3 semanas. Suplemento de ferro: todos os pacientes cirúrgicos tratados com a eritropoetina, devem receber suplemento adequado de ferro (por exemplo, 200 mg de preparação de ferro por dia, via oral) ao longo da terapia, para sustentar a eritropoese e evitar depleção dos estoques de ferro. A suplementação de ferro deve ser iniciada tão logo quanto possível, várias semanas antes da retirada de sangue.

Superdosagem

A resposta da dose do produto depende das condições do paciente.

Em caso de superdosagem poderá ocorrer hipertensão arterial e deverão ser tomadas as providências mencionadas no item Precauções, que são: excluir a sobrecarga de fluídos, administrar um vasodilatador periférico. Nos casos de hipertensão aguda deve-se administrar um tratamento hipertensivo agressivo, e o tratamento com Eritropoetina deve ser interrompido. Se a policitemia é de interesse, flebotomia pode ser indicada para diminuir o hematócrito.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Quando o produto é administrado em pacientes idosos, a dose e a frequência devem ser controladas com base na observação da pressão arterial, da concentração de hemoglobina ou do hematócrito.

Eritina – Informações

A Epoetina Alfa (Eritropoetina Humana Recombinante) é uma glicoproteína purificada reguladora da produção de glóbulos vermelhos. A eritropoetina natural é sintetizada principalmente nos rins e excretada pela urina.

Tanto a produção como a maturação das células precursoras dos eritrócitos dependem da eritropoetina.

Quando há uma patologia que provoque uma insuficiência renal crônica, o resultado é a anemia, em função da diminuição de eritropoetina.

Como não é possível a obtenção de quantidades adequadas de eritropoetina por fontes naturais, foi elaborada a tecnologia de recombinação gênica, na qual em células de mamíferos insere-se o gene responsável pela síntese da eritropoetina humana. A proteína produzida por esta técnica é indistinguível da eritropoetina natural endógena, dosada na urina, quanto à atividade biológica e reatividade imunológica.

A meia-vida, após administração intravenosa, é de 4 a 7 horas. Não foram detectados, até o momento, anticorpos anti-eritropoetina nos pacientes tratados.

Dizeres legais


Nº do Lote, Data de Fabricação e Prazo de Validade: Vide Rótulo / Caixa.

Reg. MS nº 1.0298.0168

Farm. Resp.: Dr. Joaquim A. dos Reis – CRF-SP n.º 5061

SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente): 0800 701 19 18

Fabricado por:

Cheil Jedang Co.

Seul – Coréia

Distribuído por:

CRISTÁLIA – Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.

Rod. Itapira-Lindóia, km 14 – Itapira-SP

CNPJ N.º 44.734.671/0001-51

Indústria Brasileira

Eritina – Bula para o Paciente

O produto é indicado para o tratamento da anemia, em pacientes sob diálise.

Conservar a embalagem fechada, em refrigerador entre 2 e 8°C. Não congelar o produto e nem agitar.

O prazo de validade é de 18 meses a partir da data de fabricação, impressa na embalagem.

Tanto a administração como a suspensão do tratamento, somente deverão ser feitas sob orientação médica. Não utilize medicamento vencido.

Informe seu médico sobre a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando.

As áreas de aplicação devem ser desinfetadas com álcool antes da administração. Se houver partículas em suspensão o produto não deve ser usado. As injeções devem ser aplicadas por pessoal treinado. Não devem ser administrados na mesma seringa, simultaneamente, outros medicamentos. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. O produto destina-se a aplicação intravenosa ou subcutânea.

Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Informe seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

Não deve ser usado se a paciente estiver amamentando.

Data da bula

06/10/2011

4Medic

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