Albumina Humana Blausiegel


Albumina Humana Blausiegel – Bula do remédio

Albumina Humana Blausiegel com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Albumina Humana Blausiegel têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Albumina Humana Blausiegel devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

A 4Medic não vende nenhum tipo de medicamento

Referência

Blaubimax (Blausiegel)

Apresentação de Albumina Humana Blausiegel

USO ADULTO E PEDIATRICO
Via intravenosa.
Cartucho com 1 frasco-ampola com 10, 20, 50 ou 100 ml de solução injetável acompanhado de equipo para administração.
Albumina Humana 20% – solução injetável:
Albumina humana sérica .. 0,2 g
Excipientes * .. q.s.p. 1ml
*Componentes não ativos: caprilato de sódio, cloreto de sódio e água para injetáveis.

Albumina Humana Blausiegel – Indicações

A albumina humana é indicada nos casos em que se necessite corrigir a volemia e a pressão coloidosmótica como:
– Cirrose hepática ou nefrose, doenças e cirurgias gastrointestinais.
– Queimaduras.
– Edema cerebral.
– Toxemia gravídica.
– Hemorragia, perda de plasma e choque hipovolêmico.
– Choque séptico.
– Choque hemorrágico.
– Desidratação com deficiência de albumina e estabilização do volume circulante pré, intra e pós operatória.
– Perfusão extracorpórea (auxílio à circulação).
– Hiperbilirrubinemia em neonatos.
– Hipotensão arterial temporária durante a hemodiálise.
– Plasmaferese ou troca de plasma.
– Ascite combinada com paracentese.
– Sepse ou infeções graves acompanhadas de grande perda de proteína (peritonite, mediastinite).
– Síndrome nefrótica, caso os diuréticos isolados apresentem um resultado insatisfatório.
– Insuficiência hepática aguda.
– Hipoalbulinemia pós operatória grave.
– Hipoalbulinemia em bebês prematuros ou recém nascidos.

Contra-indicações de Albumina Humana Blausiegel

O produto não é indicado nas seguintes situações:
– Hipersensibilidade comprovada a preparações de albumina;
– Em situações onde a hipervolemia ou hemodiluição podem apresentar um risco em especial; nessas circunstâncias, cada caso deve ser avaliado individualmente. Exemplos de tais condições são: insuficiência cardíaca, hipertensão, varizes esofágicas, edema pulmonar, diátese hemorrágica, anemia grave, anúria renal e pós-renal;
– Pacientes desidratados, a menos que, ao mesmo tempo, seja administrado fluido suficiente por via oral ou por infusão.

Advertências

Podem ocorrer sinais ou sintomas de incompatibilidade, inclusive reações alérgicas.
Na ocorrência destas reações recomendam-se as seguintes medidas imediatas:
– Sintomas subjetivos (dor na nuca, náuseas, rubor, etc.): interromper a infusão.
– Dispnéia, choque ou sinais isolados de choque: administrar epinefrina por via intravenosa; administrar corticosteróides em altas doses por via intravenosa; restaurar o volume sangüíneo e administrar oxigênio através de cateter intranasal.
– Parada cardíaca ou respiratória: reanimar.
A monitorização dos eletrólitos é sempre importante em todos os casos nos quais se administra albumina; a freqüência dessa monitorização depende do procedimento e do quadro clínico do paciente.
Em pacientes portadores de enfermidades nas quais uma sobrecarga por aumento de volume e/ou pressão pode ser perigosa, tais como insuficiência cardíaca descompensada, hipertensão grave, varizes do esôfago, diáteses hemorrágicas e anúria de causa renal ou pós-renal, a albumina deve ser utilizada sob rigorosa observação médica com infusão lenta e monitorização contínua dos parâmetros clínicos. Nestes casos, usar preferencialmente uma diluição na proporção de 1:4.
O produto contém de 100 a 160 mEq/l de sódio e isto deve ser considerado quando houver a necessidade de se controlar a ingestão de sal.
Aos primeiros sinais de sobrecarga circulatória (dor de cabeça, dispnéia, estase jugular) a infusão deve ser imediatamente interrompida.
– O produto pode ser utilizado em pacientes submetidos a diálise e em bebês prematuros, pois tem baixa concentração de alumínio.
– Se grandes quantidades forem administradas, os parâmetros de coagulação e de hematócrito devem ser monitorados. Se necessário, outros componentes sangüíneos (fatores de coagulação, eletrólitos, plaquetas e eritrócitos) devem ser administrados. Se o nível de hematócrito cair abaixo de 30%, deve-se administrar hemácias tamponadas para manter a capacidade de transporte de oxigênio no sangue.
– Em pacientes idosos e em situações de insuficiência cardíaca em potencial, deve-se ter cautela com a hipervolemia.
– Se ocorrerem reações alérgicas, a infusão deve ser imediatamente interrompida. Se a reação alérgica persistir, ou se ocorrer uma reação anafilática, as devidas providências devem ser tomadas.
– Quando componentes do sangue ou plasma humano são administrados, a hipótese de transmissão de doenças infecciosas ou patogênicas não pode ser completamente descartada. Isto também é válido em caso de patógenos potenciais, que ainda são desconhecidos
– Imediatamente antes da administração, deve-se verificar visualmente se o conteúdo do frasco não está turvo e se não contém qualquer sedimentação. Caso positivo, não utilize o frasco.
– Se mantida sob refrigeração, a preparação deve ser trazida à temperatura ambiente antes da administração.
– Deve ser administrada dentro de quatro horas após a abertura do frasco, caso exceda esse tempo deverá ser descartada.
– Todo o conteúdo remanescente deverá ser descartado.
– Deve ser administrado concomitantemente com fluídos adicionais à pacientes com sintomas de desidratação, se necessário.
– Se a albumina for administrada rapidamente, pode resultar em sobrecarga vascular com edema pulmonar.

Uso na gravidez de Albumina Humana Blausiegel

A segurança da albumina humana para uso durante a gravidez não foi estabelecida em estudos clínicos controlados. Os estudos experimentais com animais são insuficientes para avaliar a segurança com relação à reprodução, desenvolvimento do embrião ou do feto, o progresso da gravidez e o desenvolvimento peri e pós-natal. Entretanto, a albumina é um constituinte normal do sangue humano. Até onde se sabe, Albumina Humana 20% pode ser utilizada durante a gravidez e amamentação de acordo com a prescrição, sem representar risco ao feto.

Interações medicamentosas de Albumina Humana Blausiegel

A albumina administrada por via intravenosa não interage com medicamentos ou alimentos.
Interações indesejáveis e clinicamente relevantes de Albumina Humana 20% com outros medicamentos não são conhecidas.
Todavia, como a albumina tem função no transporte de fármacos, metabólitos e outras substâncias, sua administração modifica o estado fisiológico do paciente com tendência a trazê-lo de volta às condições normais.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Albumina Humana Blausiegel

A Albumina Humana 20%, é isotônica e pode causar hipervolemia. Embora com baixa incidência de acontecimento existe o risco de insuficiência circulatória por hipervolemia ou grave reação de incompatibilidade com choque. Ambas as situações podem levar à parada cardíaca e morte. Durante ou pós-infusão de soluções que afetam o volume sangüíneo, podem ocorrer reações urticariformes transitórias, hipotensão temporária, aumento da temperatura e/ou calafrios. Tais reações são raras e a experiência mostrou que desaparecem rapidamente com a interrupção da infusão.

Albumina Humana Blausiegel – Posologia

A quantidade do produto, a diluição adequada e a duração do tratamento dependem do quadro clínico.
Quando se utiliza Albumina Humana 20% sem diluição, deve-se promover a hidratação do paciente, se necessário.
Recomenda-se o seguinte esquema posológico:
À Cirrose hepática ou nefrose, doenças e cirurgias gastrointestinais. Pré e pós-operatório: Usar albumina não diluída (20%) na velocidade de 35 a 70 gotas/minuto, ou diluída 1:4 em soro fisiológico na velocidade de 125 gotas/minuto. A quantidade a ser utilizada e a duração do tratamento dependem do quadro clínico. É necessário controlar regularmente a albumina sérica.
À Queimaduras: usar albumina não diluída (20%) na velocidade de 125 gotas/minuto, no volume total de 50 a 100ml, ou diluída à 1:4 em soro fisiológico. Em casos graves, utilizar a infusão rápida: 500 ml em 15 a 30 minutos.
À Edema cerebral: usar albumina não diluída na velocidade de 35 a 70 gotas/minuto, no volume de 50 a 100ml. Utilizar concomitantemente solução hipertônica e/ou diuréticos e reduzir a administração de líquidos.
À Toxemia gravídica: usar albumina não diluída na velocidade de 125 gotas/minutos, no volume de 50 a 300ml.
À Hemorragia, perda de plasma e choque hipovolêmico: no início do tratamento, usar albumina não diluída na velocidade de 125 gotas/minuto, no volume de 50 a 100ml. Em casos graves, pode ser utilizada a albumina diluída em infusão rápida: 500 ml em 15 a 30 minutos.
Na manutenção, utilizar albumina diluída 1:4 em soro fisiológico, na velocidade de 125 gotas/minuto ou cerca de 500 ml/hora. Caso o valor do hematócrito fique menor que 25%, deve-se utilizar adicionalmente sangue total ou concentrado de hemácias.
À Desidratação com deficiência de albumina e estabilização do volume circulante pré, intra e pós-operatório: Usar albumina diluída 1:4 em soro fisiológico ou glicosado a 5%, na velocidade de 125 gotas/minuto. A quantidade infundida e a duração do tratamento dependem do quadro clínico.
À Perfusão extracorpórea (auxílio à circulação): administrar em quantidade proporcional à solução de perfusão.
À Hiperbilirrubinemia do recém-nascido: administrar albumina não diluída de 5 a 14 ml/kg de peso corporal, 30 minutos antes de iniciar a exsangüíneo transfusão.
À A dosagem individual pode variar de acordo com as condições clínicas e massa corporal de cada indivíduo.

Superdosagem

Albumina Humana 20% deve ser administrada juntamente com monitoramento da pressão venosa central em uma dose que dependerá da situação clínica do paciente e do tipo fundamental de doença. Desta forma, a superdosagem pode ser evitada.
A superdosagem com fluidos de substituição de plasma é identificada pela hipervolemia. Nesse caso, podem ser observados os seguintes sintomas: cefaléia, dispnéia, aumento da pressão venosa central, aumento da pressão sangüínea e edema pulmonar.
Nessas situações, a administração de Albumina Humana 20% deve ser imediatamente interrompida. Dependendo da situação clínica, o tratamento consiste, entre outras coisas, na restrição de fluido, aumento do débito cardíaco e a indução de maior diurese.

Características farmacológicas

A Albumina Humana 20% consiste de uma fração protéica de plasma venoso humano. A preparação é uma solução estéril, livre de pirogênio e tem uma concentração protéica de 200 g/l, da qual pelo menos 95% é albumina humana.
Albumina Humana 20% é obtida a partir do plasma sangüíneo mediante seu fracionamento com etanol. O plasma é coletado de doadores, segundo as recomendações da Organização Mundial de Saúde. Isto significa, entre outras coisas, que cada doação individual é testada e considerada negativa quanto ao antígeno de superfície B (HBsAg), quanto a anticorpos contra vírus da síndrome da imunodeficiência humana 1 e 2 (HIV-1 e HIV-2, causadores da AIDS) e quanto a anticorpos contra o vírus da hepatite C e RNA HCV por PCR.
A fabricação através do fracionamento do etanol e a pasteurização da Albumina Humana 20% (aquecimento da solução de infusão a 60ºC durante 10 horas) garantem que o risco de transmissão de doenças virais, em particular a AIDS, hepatite B e hepatite C, seja extremamente baixo.
1.Farmacologia
A albumina humana é a fração de proteína mais abundante na circulação; aproximadamente 60% de toda a proteína plasmática é composta por albumina. A concentração média no plasma é 42 g/L. A albumina tem a capacidade de ligar-se a água: 1 grama de albumina liga-se a 18 gramas de água. Tal fato ajuda explicar uma das funções fisiológicas mais importantes da albumina, a manutenção da pressão osmótica coloidal. Desta forma o volume de sangue é mantido.
A albumina sérica é um importante fator na regulação do volume plasmático e balanço do fluído tecidual embora contribua para a pressão coloido-oncótica do plasma. A albumina constitui normalmente de 50 a 60% das proteínas plasmáticas e, devido ao seu relativamente baixo peso molecular (66.300 D – 69.000 D), exerce de 80 a 85% da pressão coloido-oncótica do sangue.
A administração I.V. das soluções concentradas de albumina humana causa o deslocamento do fluído intersticial para a circulação e um leve aumento na concentração de proteínas plasmáticas. Em pacientes com reduzido volume de sangue circulante (devido a hemorragias ou perda de fluídos através de exudatos ou dentro dos espaços extravasculares) a hemodiluição persiste por muitas horas, mas em pacientes com volume normal de sangue, o excesso de fluído e proteínas é eliminado da circulação em algumas horas. Em pacientes desidratados alguns aminoácidos promovem um efeito nutritivo modesto. As ligações da albumina e as funções de carreadeira de metabólitos intermediários (incluindo a bilirrubina), metais, algumas drogas, pigmentos, ácidos graxos, hormônios e enzimas, afetam o transporte, inativação, e/ou troca de produtos teciduais.
2. Toxicologia
A albumina humana é um constituinte normal do plasma humano e age como a albumina natural.
Foi realizado um único teste de dose tóxica em animais, teve pequena relevância e não permite avaliação da toxicidade , da dose letal e da relação dose/efeito. A repetição do teste da dose tóxica não pôde ser realizado, pois os modelos animais desenvolveram anticorpos para as proteínas heterólogas.
Foi relatado que a albumina humana não está associada a toxicidade embrio fetal, oncogênese e que tenha potencial mutagênico.
Não foram descritos sinais de toxicidade aguda em modelos animais.
3. Farmacocinética
Absorção: pelo fato da Albumina Humana 20% ser administrada por via intravenosa, não há fase de absorção. A biodisponibilidade da albumina administrada ao paciente é de 100%.
Distribuição: a albumina administrada ao paciente é distribuída da mesma forma que a albumina natural. Sob circunstâncias normais, o organismo contém 4-5 g de albumina por kg, de modo que 40-45% está presente intravascularmente e 55-60% no compartimento extravascular. Sob circunstâncias normais, menos de 10% da albumina administrada sairá do compartimento intravascular durante as primeiras duas horas. Como resultado, o volume de circulação aumentará durante um período de 1 a 3 horas após a administração. Uma distribuição anormal da albumina pode ocorrer sob certas circunstâncias, como por exemplo, durante as primeiras 24 horas após queimaduras graves e durante choque séptico.
Metabolismo/eliminação: a albumina é dissociada em aminoácidos livremente disponíveis. Não se sabe onde este processo de dissociação ocorre. Em indivíduos saudáveis, a meia-vida é de 18 dias. O catabolismo da albumina pode ser aumentado em certas circunstâncias, como por exemplo durante infecções, malignidade e situações de estresse como em cirurgia e doenças graves. A albumina não é excretada pelo rim saudável.

Resultados de eficácia

Conforme dados em nossos arquivos obtidos após a comercialização do produto e, de acordo com o histórico e reiterado uso deste medicamento, o mesmo apresenta-se em conformidade à segurança e eficácia ao fim que se destina.

Modo de usar

Uso intravenoso
O equipo deve ser descartável para prevenir contaminações.
O conteúdo do frasco de infusão, uma vez aberto, deve ser utilizado imediatamente.
Não é necessário a determinação prévia do tipo sanguíneo pois a albumina humana é isenta de isoaglutininas.
Somente devem ser utilizadas soluções claras, sem turvação.
A solução de albumina humana não deve ser utilizada em temperatura muito abaixo da temperatura corpórea.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

1. Uso Geriátrico:
Os pacientes idosos podem ter uma sensibilidade maior, por isso recomenda-se a devida precaução no tratamento destes pacientes.
2. Uso Pediátrico:
Usar uma dose equivalente a um quarto ou meia dose de um adulto.

Armazenagem

Conservar o produto em temperatura ambiente (15¦C a 30¦ C).
Não armazenar o produto em congelador ou freezer.
Evitar exposição direta à luz solar.

Dizeres legais

Registro M.S.: 1.1637.0040.001-1
Registro M.S.: 1.1637.0040.002-8
Registro M.S.: 1.1637.0040.003-6
Registro M.S.: 1.1637.0040.004-4
Farmacêutico(a) responsável: Satoro Tabuchi – CRF/SP-4931
Fabricado por:
CLB – Central Laboratory of the Netherlands
Red Cross Blood Transfusion Service
Plesmanlaan 125, 1066 CX
Amsterdã – Holanda
Importado, Embalado e Distribuído:
Blausiegel Indústria e Comércio Ltda.
C.N.P.J. no 58.430.828/0001-60
Rodovia Raposo Tavares km 30,5 no 2833.
CEP: 06705-030- Cotia-SP
Indústria Brasileira
Uso restrito em hospitais.
Venda sob prescrição médica.

Data da bula

Aug 12 2004 12:00AM

4Medic

4Medic

4Medic é uma empresa especializada em gestão de clinicas e consultórios médico. Que fornece diariamente notícias sobre a área de saúde em geral.

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